9.2.12

Fanfic Yaoi "Tabu" por C.C Capítulo 1



Capítulo 1

Mudar de casa, de país e de escola é uma coisa difícil nos tempos de hoje. A família, os amigos, tudo fica para trás e quem sabe quando se volta. Raid sempre foi um rapaz normal, um pouco despreocupado e até um tanto desmiolado mas mesmo assim normal.
Era o seu primeiro dia de aulas, num país numa escola nova. Ia voltar a ser o miúdo novo como da última vez que mudou de país.
O relógio bate as 7:30h da manhã, Lucy, mãe de Raid, chama-o para tomar o pequeno-almoço.
- Mãe, porque é que temos que estar sempre a mudar de país? – Pergunta Raid enquanto metia leite na sua tigela cheia de flocos de chocolate.
- Já te expliquei. O teu pai tem um trabalho difícil e é necessário termos de nos mudar com frequência.
- Porque é que ele não se muda sozinho?
- Raid, já te disse para não seres assim com o teu pai!
- Dizes isso porque não és tu que já andaste em cinco escolas diferentes num ano, e só vamos em Agosto!
- Pronto, eu compreendo. Agora come os cereais para ires para a escola conhecer os teus colegas novos. Talvez conheças uma menina toda bonita.
- Pois, pois. Desvia o assunto à vontade.
Uma hora depois Raid estava na porta da escola com a sua nova farda, calças de fato pretas, camisa branca, gravata azul e casaco preto.
Depois de respirar fundo algumas vezes, entra e dirige-se à sua sala de aula descrita no seu novo horário.
Dá o toque de entrada e todos os alunos se sentam nos seus respectivos lugares. A professora chega e com uma cara muito alegre e bem-disposta começa a falar:
- Bom dia turma. Hoje temos connosco um aluno novo. O seu nome é Raid Zabi. Ele veio da Austrália e gostava que o recebessem com respeito.
- Sim professora! – Consente a turma.
- Bem, Raid queres apresentar-te à turma?
Ele levanta-se da sua cadeira e dirige-se para a frente da sala.
- Olá. O meu nome é Raid Zabi. Tenho 16 anos e vim da Austrália. Sou de nacionalidade portuguesa mas devido ao trabalho do meu pai ando sempre de país em país, por isso é raro ir a Portugal. Tenho muito gosto em estar aqui e espero adaptar-me bem.
A turma estava toda de olhos postos nele e num silêncio profundo. Como ninguém dizia nada, Raid conclui:
- E é tudo.


- Bom, obrigada. Podes sentar-te.
A aula passa e quando dá o toque de saída um rapaz de cabelo castanho e olhos verdes chega-se a Raid e estende-lhe a mão.
- Olá. Sou o Kille.
- Olá, sou o Raid.
- Ya, eu sei. Apresentaste-te lembras-te? À turma e tal.
- Sim, eu lembro-me.
- Então tens alguém com quem andar?
- Não. Ainda não conheci ninguém.
- Podes andar comigo e com a minha malta se quiseres.
- Não há problema?
- Claro que não. Malta! Cheguem aqui. – Um grupo de três rapazes e duas raparigas aproxima-se da sala. – Pessoal, este é o Raid. Importam-se que ele ande connosco hoje?
- Por mim. – Responde um rapaz de cabelo louro esverdeado com uns óculos de sol.
- É na boa! – Afirma uma rapariga de cabelos pretos e olhos dourados.
- Então vou apresentar-tos. Este aqui de óculos de sol com a mania que é esperto é o Adam; aquele ali com o piercing no nariz é o Stark; o outro de olhos avermelhados é o Tohma; a rapariga loura é a Mercy e a de olhos dourados é a Cecile mas ela prefere que a tratem por Cici.
Eles acenam e Raid fica a olhar para cada um deles.
Stark apesar do piercing parecia ser fixe, era moreno e tinha olhos cor do chocolate. O Tohma era um pouco assustador com os olhos avermelhados e os cabelos louros quase brancos, mas parecia um tipo porreiro. A Mercy era um tanto excêntrica e um tipo de rapariga vulgar, loura de olhos azuis. A Cecile, ou Cici como preferia, era a rapariga que tinha concordado com a sua presença antes. Só sobrava o Adam, que pela maneira que olhava para Raid dava a entender que não gostava muito dele.
- Eu estava a pensar ir ao bar comer qualquer coisa, o que acham? – Interpela Kille.
- Boa ideia. Preciso de ir comer uma peça de fruta. É por causa da minha nova dieta. – Mercy.
- Outra dieta Mercy? Queres ficar do tamanho de um palito ou quê? – Stark.
- Cala-te parvo!
- Ei Raid! Não precisas de estar com vergonha. Afinal todos nós já passamos por isso. – Diz Cici dando palmadinhas nas costas de Raid.
- O que queres dizer com isso? – Raid.
- É verdade eu não te disse. – Diz Kille todo corado. – A Mercy, o Adam e o Stark vieram da América, eu vim do Canadá e o Tohma e a Cici vieram da França. Como vês nenhum de nós era de cá também.
- Ena, não fazia ideia.
- Pois, pois, mas falar não enche barriga. Não íamos ao bar? – Pergunta Cici empurrando Raid e Kille pela porta da sala em direcção ao bar.
Estavam todos sentados na esplanada a comer e a conversar quando Mercy dá um toque a Raid.
- Olha ali. Parece que já arranjas-te fãs.
Numa mesa do outro lado da esplanada estavam três raparigas a mandar olhares e risinhos a Raid.
Era norma, as raparigas sempre o achavam “bonitinho” pelos seus olhos cor de mel e o cabelo castanho claro com manchas de castanho-escuro.
- Eu acho-as um pouco fúteis. – Raid.
- Ok. Já te adoro puto. – Stark.
- Stark tu curtiste com a Verónica. Lembras-te? – Cici.
- Tento esquecer. Fogo que essa tipa é psicótica.
Raid olhava para eles com uma cara de quem não estava a entender nada.
- Desculpa, não estás a perceber nada. A Verónica é aquela loura de olhos verdes. O Stark teve um caso com ela mas parece que ela queria peixe mas a lota estava fechada… – Cici.
- A lota? – Raid.
- Esquece. Com o tempo vais começar a perceber os trocadilhos da Cici. – Tohma.
Enquanto todos se riam Verónica aproxima-se da mesa deles.
- Olá! Não me apresentam o vosso novo amigo? – Verónica trazia uma blusa branca desabotoada quase com o sutiã à mostra.
- Raid, esta é a Verónica. Verónica, este é o Raid. – Apresenta Mercy.
- Olá, és novo por cá? – Verónica.
- Cheguei hoje. – Raid.
- Que bom. Fazia falta alguém… charmoso por aqui.
- Olha Verónica, deixa lá o miúdo, estás a enchê-lo de baba. – Cici.
- És tão querida Cecile. – Verónica enfia uma mão na blusa e tira um cartão do sutiã. Beija-o para deixar a marca do batom e enfia-o no bolso da camisa de Raid. – Este é o meu número, liga-me quando quiseres. – E vai-se embora a abanar-se com a graciosidade de um pavão.
- Galdéria. – Sussurra Cici.
- Olha-me aquele cu! Parece um avião em deslocamento. – Stark.
- Que horror meu. É de perder o apetite. – Tohma.
- Deixem-se disso. Aquela já tem mais experiência que uma prostituta. Nem vale a pena dar atenção. – Adam.
- Sim, mas o Raid foi o escolhido. – Stark.
- Ya, ya. Ela deu-lhe a marca amaldiçoada. – Mercy.
- Qual marca? – Raid.
- O beijo! – Dizem todos ao mesmo tempo.
Raid tira o cartão do bolso.
- Isto?
- Yap. Ela dá uma cena dessas a todos os gajos que quer comer. – Kille.
- O Stark recebeu um quando veio e aceitou logo a oferta. Agora vive com o peso do arrependimento às costas, não é? – Cici.
- Pensei que ia morrer! – Exclama Stark coma mão na testa como se estivesse a desmaiar.
- Notou-se logo. Especialmente porque vinhas a correr com as calças desapertadas na mão. – Tohma.
- Eu pensei que tinhas sido atacado pelo bicho papão. – Mercy.
- Não gozem seus estúpidos! Se estivessem no meu lugar… – Stark.
- Deus me livre. De certeza que até uma lésbica tem melhor gosto. Eu não tenho nada contra as lésbicas, até tenho uma prima que é, mas de certeza que não escolheria aquela ali. Que nojo! É repugnante! – Mercy.
- Podem parar de falar dessas coisas? Que infantis. – Adam.


A semana passa e a sexta-feira está perto do fim. O grupo de Kille junto com Raid estavam a almoçar na cafetaria da escola. Eles tinham se tornado bastante amigos e andavam sempre juntos. Pela primeira vez Raid tinha arranjado amigos a sério.
- Olha Raid, hoje a malta vai ao cinema. Costumamos ir todas as sextas depois das aulas. Queres vir? – Kille.
- Hoje? Não tenho nada combinado, mas há aquele trabalho de cidadania. Eu queria fazê-lo hoje.
- Por amor de Deus, Raid. Isso vai-se à net e faz-se em vinte minutos. – Stark.
- O Stark tem razão. Não é sempre mas hoje está num dia bom. Vem connosco, vai ser divertido. – Sorri Cici enquanto comia uma batata frita.
- Se insistem. Eu vou, além disso preciso de espairecer.
- Fixe. – Cici.
Ao longe ouve-se uns gritos histéricos. Toda a gente que estava na cafetaria vira-se para a entrada. É quando entra um rapaz de cabelo preto e olhos roxos, com uma postura muito relaxada, mãos nos bolsos, camisa desabotoada até meio do peito e um brinco na orelha. Atrás dele vinha uma dúzia de raparigas aos gritinhos e a tentarem falar com ele.
- Quem é aquele? – Pergunta Raid um tanto curioso.
- É o Cass! – Responde Tohma sorrindo.
- Cass? – Raid.
- Sim. Castiel Fumetsu, o gajo mais giro, sexy e sensual de toda a escola e que todas as miúdas querem provar. – Afirma Mercy lambendo os lábios com ar provocador.
- Ok. Isso foi nojento. – Stark.
- Ele não é assim tão giro. Lá por ter todas as gajas que quer e ser rico não significa que seja assim tão bom. – Adam.
- Cala-te. O que é que percebes disso Adam? Estás é com inveja. Invejoso! – Mercy.
- Então, então… Tenham calma, não se chateiem. – Kille.
Ao fundo da sala as raparigas continuavam aos gritinhos.
- Cass! Hoje podias sair comigo! – Gritavam todas.
- Desculpem, mas agora não posso. – Diz Cass piscando-lhes o olho e atendendo o telemóvel.
A maior parte das raparigas desmaiou, as outras gritavam e suspirava que nem parvinhas.
- Estou, Alex. Agora estou ocupado. O que queres? – Diz Cass para o telefone. – Está bem. Já sei. Sim, sim. Ok como queiras. Agora tenho de ir. Até logo. – Desliga.
- Ei Cass! Vem até aqui! – Grita Tohma acenando.
Ele aproxima-se da mesa, puxa uma cadeira e senta-se.
- Oi, tudo? – Cass.
- É verdade. Ainda não te apresenta-mos o Raid. Cass, este é o Raid. Veio da Austrália esta semana. – Kille.
Raid estava catatónico. Não conseguia dizer uma palavra. Estava fascinado por Cass. Nunca tinha visto ninguém tão perfeito. Parecia caído do céu.
- Olá puto. Austrália, né. Como é que é por lá? – Cass.
Raid nada disse. As palavras simplesmente não saíam. Era como se estivesse enfeitiçado.
- Raid?! O Cass está a falar contigo. Viste um fantasma ou quê? – Cici.
- Eu…eu…eu…preciso de ir à casa de banho. – Raid levanta-se e vai a correr em direção à placa que diz WC.
- O que é que lhe deu? – Mercy.
- Eu vou ver o que se passa. O puto ainda tem algum treco. – Cass.
Cass levanta-se e dirige-se à casa de banho. Lá dentro Raid estava encostado à parede a respirar ofegante. “O que é que me deu? Ele é só um rapaz como qualquer outro! Mas aqueles olhos… Não, o que é que eu estou a pensar!” pensava Raid enquanto lutava contra aquelas memórias.
Cass bate à porta:
- Ei! Está tudo bem aí dentro? Precisas de alguma coisa? Os teus amigos estão preocupados.
- Oh meu Deus! Ele está lá fora! O que é que eu digo. – Sussurra Raid.
- Estás aí? Eu vou entrar.
- Não! – Grita Raid. – Eu estou bem.
Cass abre a porta e entra.
- Eu disse para não entrares
- Desculpa mas isto é público. E eu não queria que te desse um treco e dissessem que a culpa foi minha porque não vim ver.
- Mas já viste que está tudo bem, por isso podes ir embora.
Cass começa a desapertar o fecho das calças.
- O que é que estás a fazer? – Pergunta Raid a ficar corado.
- Já que estou aqui vou aproveitar. Isto é uma casa de banho.
- Não precisas de começar a desapertar as calças à porta!
- Desculpa lá. – Cass aproxima-se de Raid, e com a cara a centímetros da dele diz: - Não fiques tímido. Eu não mordo.
Raid começa a transpirar e a ficar nervoso.
- Afasta-te por favor…
Cass olha-o nos olhos com um ar confuso mas depois endireita-se e sorri um pouco desconsertado.
- Estava a brincar!
Raid afasta-se e sai da casa de banho juntando-se novamente ao grupo.
- Então, o que é que aconteceu? – Tohma.
- Senti-me um bocado indisposto.
- E o Cass? – Mercy.
- Ficou lá. Acho eu.

3 comentários:

  1. tô adorando a historia ...muito linda !!!! porem to tendo muito trabalho pra entender ;) algumas palavras simplesmente nao sei o q significa... apenas dá pra deduzir o que é, pelo contexto!!!!!!
    Fora isso tá tudo perfeito; parabens pelo blog é a primeira vez que comento,entao desculpa qualquer coisa;apesar de já ter lido outras historias que eram muito lindas tbm :)
    *vou tentar comentar mais vezes !!! *Bjosss

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    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário e por estares a ler a minha história. Como a Mel-san disse, eu sou portuguesa por isso às algumas palavras diferentes do brasileiro. Se tiveres alguma dúvida pergunta ^^

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  2. Olá, Anônimo-san!
    Fico feliz que esteja curtindo a estória, a autora é de Portugal, por isso tem algumas expressões que fogem do contexto do nosso idioma.
    Mas, caso haja dúvida no significado, pode perguntar.
    Comente sim, viu?
    É um prazer ler e responder seus comentários e mais ainda saber sua opinião sobre as estórias!

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