25.6.15

True Love Capítulo 80 por Kisu


CAPÍTULO 80 - Kimi Ga… Daisuki Desu Yo!

          Sentia seu coração inquieto quando chegaram à casa de Yuki. Seu corpo e mente pareciam dormentes enquanto seguia logo atrás de Yuki pela entrada da garagem.
           Sentou no sofá defronte a televisão, esperando Yuki retornar. Na mesa de canto ao lado do sofá tinha um papel dobrado sob um arranjo de flores colhidas recentemente e no interior do papel a mensagem da vizinha de Yuki: “Ki-kun, quero muitas fotos do bunkasai, viu?”.

- Suzumu-san de novo?… - murmurou para si.
- Ela só vem dar uma faxina de vez em quando, sério - disse estendendo uma latinha de refrigerante por sobre o ombro de Daisuke antes de dar a volta pelo sofá e se sentar ao lado dele.
Daisuke abriu a própria bebida e bebericou um pouco. Sentia uma pontada aguda de dor no peito.
- Não é isso… sei que não é nada demais e não tenho direito de dar palpite na sua vida particular ou restringir seus amigos… seria muito egoísmo da minha parte… - esboçou um meio sorriso triste com o canto de lábio.
Yuki pegou uma das mãos de Daisuke.
- Qual o problema em ser egoísta? Eu vou aceitar todos os seus lados, não importa qual - respondeu segurando firme a mão.
       Daisuke apenas respondeu envergonhado com um murmúrio e aceno de cabeça.
- Hm… Quer comer algo? - Yuki perguntou incerto. - Ou talvez um banho?
- Um banho… - respondeu baixo.
- Certo, vou preparar o banho - afirmou, afrouxando com os dedos a gravata que usava.
Yuki se levantou do sofá indo a subir as escadarias para o andar superior e Daisuke o seguiu inquieto e com certo nervosismo após deixar a latinha sobre a mesinha.
- Pode esperar aqui na sala se quiser. Deve demorar um tempo - falou logo que percebeu que Daisuke estava logo atrás de si.
- Eto… não posso ir com você? - perguntou vacilante, segurava no corrimão sem segurança nos próprios dedos trêmulos.
Yuki com aquele olhar sereno fez que sim com a cabeça e terminaram de subir as escadas.
         A banheira já estava enchendo e sentado ao chão de azulejo, Daisuke observava a água da torneira cair e o vapor subir quando Yuki voltou lhe trazendo uma muda de roupas e uma toalha que deixou sobre o mármore da pia. Ele havia tirado a gravata e a camisa social estava completamente desabotoada, deixando seu tronco nu à mostra.
         Daisuke se sentiu algo abobalhado no que reparou no corpo de Yuki. Como podia ser tão lindo? Os cabelos prateados escorrendo por parte da pele nua… era tão sensual que fazia seu coração bater mais rápido.

          Tinha a garganta seca de forma que achou melhor permanecer quieto enquanto Yuki checava a altura da água e cobria a banheira com um isolante térmico feito de madeira.
- Me avise assim que terminar ou se precisar de algo, tudo bem? - avisou prendendo os cabelos com uma fita, pronto para sair do banheiro.
Daisuke segurou a barra de sua calça com a ponta dos dedos e Yuki se virou a olhar o garoto.
- Você… não vai me agarrar, Yuki? - perguntou com a mesma confusão e insegurança na face.
Um momento de silêncio se fez e Yuki tapou a boca, abafando o riso misturado à surpresa.
- Quê? Falei algo errado? - Daisuke não entendia o motivo dos risos e não sabia se sentia vergonha do que tinha falado ou de não entender a graça.
- Desculpa. Esse é o tipo de coisa que não esperava ouvir de você algum dia - explicou enxugando uma lágrima no cantinho do olho. - Vem comigo.
         Daisuke levantou e Yuki o puxou pela mão até o quarto. Não havia necessidade de trancar a porta, estavam sozinhos na companhia um do outro.

Sentou Daisuke na cama e lhe deu um selinho desprevenido, depois mais um e mais um até que seus lábios se entreabriam dando espaço para suas línguas se tocarem e percorrerem suas bocas trocando saliva quentinha.
- Tem certeza que é isso que quer? As coisas haviam ficando tão bagunçadas, estou sempre te forçando meus sentimentos sem te ouvir que não pretendia fazer nada tão cedo - proferiu sentando ao lado de Daisuke e o envolvendo em seus braços com força. - Você está tão acuado desde que chegamos, não quero fazer nada que te assuste.
        Yuki abraçava com tanta força como que se certificando de que Daisuke estava realmente ali, de que não era um sonho. O garoto retribuiu o abraço acariciando os longos cabelos de Yuki que detinha o rosto em seu ombro.
- Bobo… por acaso eu já reclamei ou disse que você estava forçando seus sentimentos? - suspirou. - Desculpa te dar mais essa preocupação. Não é que esteja assustado ou incerto, apenas não sei o que dizer ou como agir quando estamos juntos - explicou. - Primeiro você me deixa excitado de tarde e desde antes de chegarmos à sua casa minha cabeça está uma bagunça só de imaginar coisas. Não sei como lidar com tudo isso de uma vez… - murmurou. - Droga, olha só o que você está me fazendo falar… faz parecer como se eu fosse o pervertido aqui…
           Yuki afrouxou um pouco o abraço e beijou a testa de Daisuke com carinho após retirar alguns fios negros que a cobriam.
- Então acho melhor eu tomar responsabilidade por te fazer dizer coisas vergonhosas - sorriu tornando a beijar a testa de Daisuke e desceu beijando, passando pela bochecha e chegando ao nariz. - Eu te amo demais, garoto lindo - exclamou levando sua boca a de Daisuke num beijo que se tornou longo e demorado.
      Daisuke fechou os olhos devagar e ainda aos beijos, suas costas chegaram ao tecido macio da cama de Yuki.

       Suas respirações iam de encontro à face um do outro quando Yuki interrompeu o beijo:
- Ainda não respondeu se quer mesmo - falou um pouco ofegante. - Me deixe ouvir da sua boca - pediu.
        Daisuke levou as mãos ao rosto de Yuki e as deslizou até seus dedos entrarem nos cabelos pratas numa carícia.
- É o que mais desejo: fazer amor com meu namorado - sorriu com as próprias palavras e já sentia o rosto queimando tímido, mas ansiava muito por enfim expor seus sentimentos diretamente ao Yuki. - Te amo… sempre amei, Yuki.
Não houve resposta e Daisuke chamou algo medroso pelo nome de Yuki.
- Mou… - murmurou ficando por cima de Daisuke e lhe dando um selinho. - Está tentando me matar de felicidade? Ainda bem que meu coração é bom, senão havia parado há tempos - falou envergonhado e inevitavelmente sorrindo de uma orelha a outra.
- Você não pode morrer, não saberia o que fazer sem você - proferiu lhe segurando as pontas da camisa aberta e lhe beijando no queixo.
- Eu também, meu Romeu - sussurrou num sorriso e aconchegou o menino mais perto de si, tornando a beijá-lo com imenso desejo.
      Yuki desabotoou devagar a camisa do uniforme de Daisuke após lhe retirar a gravata. Enquanto desabotoava, descia beijando e mordiscando a pele a provocar leves calafrios e gemidos no rapaz que tentava abafar os barulhos sem êxito.
          Quando sua mão tocou entre as pernas de Daisuke, ele soltou um gemido alto e tentou fechar as pernas para conter a excitação. Seus sentidos estavam mais aguçados do que o normal e apenas alguns beijos e toques dos dedos de Yuki foram o suficiente para fazer sua cabeça terminar de enlouquecer e deixá-lo mais duro do que tudo, mas Yuki estava tão duro quanto. Ambos ansiavam por estarem juntos, por partilharem o mesmo amor.
- Não me toca mais, senão não vou aguentar, Yuki - pediu trincando os dentes.
Yuki tirou as calças de Daisuke e igualmente as suas, deixando suas ereções se esfregarem.
- Estar com você, também faz com que eu não aguente me controlar, Daisuke - falou gentil acarinhando os cabelos negros do garoto antes de lhe mordiscar os lábios.
- Entra logo em mim, Yuki, onegai - pediu sentindo a ereção pulsar cada vez mais junto à de Yuki.
Yuki deslizou os dedos pelas nádegas de Daisuke e o penetrou sem muito cuidado, tamanha a excitação que sentia. Daisuke cerrou os dedos no lençol da cama conforme as estocadas ficavam mais fortes. A cama rangia sobre eles e Yuki apoiou uma das pernas de Daisuke em seu ombro, aprofundando mais a penetração.

          Os gemidos preenchiam o quarto cada vez mais altos até que gozaram juntos.
          Respiravam ofegantes e ainda continuavam a se agarrar e beijar, sem vontade de parar por ali e com o tesão ainda insuscetível de ceder.
       Tornaram a fazer amor por altas horas até seus corpos não aguentarem o cansaço e esqueciam inclusive da água que esfriava na banheira.
       Tudo o que importava naquele momento era a dor da saudade, o bater forte de seus corações inquietos e a vontade de duas almas que se reencontravam para enfim estarem religadas uma à outra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Oi! (◍•ᴗ•◍)
Veio comentar?
Cada autor desse blog recebe um imenso incentivo a cada comentário.
(Comentários anônimos também são bem vindos ^^")
Agradecemos sua opinião! ٩(๑•◡•๑)۶
Mas, se for apenas comentar sobre erros de gramática, isso é dispensável.

Siga-nos no Facebook

o
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...