31.7.15

Tsukiyomi no me Capítulo 26 por C.C


Capitulo 26

       Definitivamente este mundo está perdido. Desde quando é que o escritor é que tem de ir entregar o seu manuscrito ao editor? Mania dos presidentes acharem que podem chamar as pessoas quando bem lhes apetece. Lá por ser escritor não quer dizer que não tenho uma vida. Se eu não podia enviar isto pelo email em vez de estar sentado numa cadeira à mais de uma hora à espera que o homem, que supostamente é o meu chefe, aparecesse. Sou chamado e ainda tenho de esperar, o mundo está mesmo perdido.

  Passara quase um mês e como se pode reparar chegou a altura do final do prazo para o meu livro.
  Há uma semana que estou na cidade por causa dos últimos acertos e também para tranquilizar os meus pais que já pensavam que eu nunca mais seria o mesmo. Para ser sincero eu próprio pensei isso. Mas graças ao Tsukiyama agora sinto-me praticamente recuperado.
  É verdade, ele falou qualquer coisa de ir jantar lá a casa hoje. A minha mãe decidiu fazer um jantar para comemorar o término do livro e convidou-o. Não perguntem porquê pois não percebi. Eles os dois tornaram-se assustadoramente muito amigos. Com toda esta confusão os meus pais estão a pensar em mudar-se para a vila. Dizem que é mais sossegado e como eu planejo mudar-me para lá também para ajudar no templo… A Nanami exigiu que eu fosse viver lá como “castigo” por a ter preocupado.
  - Para não voltar a acontecer vais estar sempre sob a minha vigilância. – Disse ela.
  Finalmente apareceu o presidente que já vinha a curvar-se em desculpas pelo atraso à saída do elevador. Espero que não me tenha feito vir aqui só perder tempo.
                                                                         ***

  Mal cheguei a minha casa fui logo atacado para me arranjar e despachar mesmo que ainda faltasse mais de quatro horas para a hora combinada.
  A conversa com o presidente ainda ecoava na minha cabeça. Segundo ele uma produtora cinematográfica parece interessada nos direitos do meu livro. No início fiquei bastante surpreendido. Nunca pensei na minha obra em cinema, na verdade até tenho um pouco de receio depois das experiências que vi. Bons livros serem completamente “assassinados” assim que são transformados em filmes.
  Rapidamente chegou a tal hora. O nervosismo da minha mãe era comparado a como se fosse a um encontro. Nesta vez até o meu pai, que se conformava sempre com as ideias tresloucadas dela, começava a incomodar-se com aquela animação sem propósito. Quando a campainha tocou pensei que fosse ter algum ataque, a mulher ficou histérica.
  Apesar disso o jantar correu bem. O Tsukiyama e o meu pai pareciam entender-se lindamente, tão bem que me senti um bocado excluído.
  Tudo parecia ir sem problemas até que veio o momento do brinde. Já esperava o discurso eloquente e entusiástico da minha progenitora, o que eu não esperava foi o que aconteceu a seguir.
  - Agora porque o nosso Tsukiyama-kun não faz um brinde também? – Propôs ela.
  - Sra. Arata não quero intrometer-me. É uma ocasião de família.
  - Oh filho, tu já és família. Faz lá o teu brinde, e aquilo que me disseste mais cedo.
  Sem perceber o que eles falavam continuei no meu canto a ouvir. Ele levantou-se:
  - Sendo assim, antes de tudo quero dar os parabéns ao Arata por terminar o seu livro. Sei como foi difícil com tudo o que aconteceu. – Sorri-lhe em agradecimento mesmo que a longa pausa que fez me incomodasse um pouco. – Não quero que se assustem com o que vou dizer, vai parecer estranho o que vou pedir, e não é algo para agora mas… Com todo o respeito, eu gostava de pedir a mão do Arata.
  P-P-P-Pedir a mão?! Do que é que ele está a falar! E porque é que ninguém diz nada! Será que não entenderam o que acabou de acontecer?!
  - Oh meu Deus, querido. – Era tudo menos surpresa o que aparecia na cara da minha mãe.
  Alguém se importa de me explicar o que se passa aqui?!

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