22.8.15

Tsukiyomi no me Capítulo 29 por C.C


Capitulo 29

  Ojii-sama? O que é que isso quer dizer? Que eu saiba o padre Shinsuke só tinha dois filhos, a mãe da Nanami e o pai do… Voltei a encarar o homem. Não pode ser!
  Nunca ouvira ninguém falar dele e da única vez que perguntei…
                                                                ~ ~ ~

  - Padre Shinsuke. – Chamei enquanto fazíamos a muda de algumas plantas no jardim.
  - O que foi meu jovem? Não estás a conseguir?
  - Ah, não. É que já faz um tempo que estou para perguntar, onde estão os pais do Tsukiyama?
  Por momentos uma onde de arrependimento invadiu-me. A expressão sempre alegre e calma escureceu-se assim que toquei no assunto. Parece que devia ter guardado esta maldita curiosidade para mim.
  - Desculpe, não precisa falar se não quiser.
  - Não te preocupes meu rapaz, só fiquei um tanto surpreendido. Há muito tempo que não me fazem essa pergunta. – O sacerdote largou o vaso que trazia em mãos sobre a mesa e sentou-se num banco ali no canto como se fosse contar uma história a crianças. – Bom, a minha nora, a mãe do Kiritsugu, morreu quando ele tinha quatro anos num acidente de carro. Ela vinha do trabalho e chovia imenso nesse dia e o carro despistou-se. Quanto ao inútil do meu filho não acredito que vá enriquecer o teu conhecimento ao saberes sobre ele.
  - Mas ele está vivo certo?
  Ouve-se um suspiro carregado de tristeza e melancolia:
  - Está sim. Ele nunca quis casar e ter filhos também não fazia parte dos seus planos. Quando veio a conversa de ele me suceder como sacerdote do templo fez as malas e partiu. Mais tarde descobri então que ia ser avô, a rapariga era de fora da vila e eu nunca ouvira sequer falar da sua existência. A coitada, tão enganada ou mais que eu, foi expulsa de casa assim que os pais descobriram que estava grávida. Acolhi-a no templo como faria a qualquer pessoa que não tivesse para onde ir e tentei encontrar o meu filho. O vagabundo já tinha viajado para a América e quando consegui finalmente entrar em contato com ele e lhe falei da criança que estava quase a nascer disse-me que não conhecia a rapariga, que não tinha filho nenhum e que não voltaria mais a este “fim de mundo”.
  Não sabia o que dizer. Não consigo acreditar que haja alguém tão cruel para dizer coisas tão horríveis.
  - Quando ouvi aquilo a minha paciência estourou e disse-lhe que se era assim nunca mais entraria aqui e se alguma vez voltasse seria eu a correr com ele. Não é que eu quisesse impedi-lo de ver o filho, sempre pensei que com aquilo ele voltasse mas enganei-me. Sei que enquanto esteve viva, a mãe do Kiritsugu, sempre enviou fotografias do pequeno e depois da sua morte a minha filha continuou a fazê-lo mas ele nunca cá apareceu.
                                                             ~ ~ ~

  O homem olhou para Nanami. O que para mim parecia uma expressão fria a rapariga nem ligou e foi-se aproximando:
  - A minha mãe achou que não tivesse recebido a notícia, como não apareceu no funeral.
  - De certeza que ele não deu pela minha falta. Se eu tivesse aparecido ainda se levantava do túmulo só para cumprir a promessa de me escorraçar daqui.
  Ele falava como se a morte do pai não o incomodasse mais que uma poeira presa no tecido do casaco. Não dá para imaginar esta pessoa como filho do padre Shinsuke.
  Já não bastava a tensão que aquele único homem causava apenas com a sua presença o pior dos meus receios realizou-se. À entrada do pátio do templo o Tsukiyama congelara no instante em que pôs os olhos naquele que seria o seu irresponsável pai.
  E eu não fui o único a aperceber-me.
  - Onii-san… – Murmura Nanami tão baixo que só eu que me encontrava ao lado dela devo ter ouvido.
  Sem sequer olhar direito para os presentes o Tsukiyama passou por todos em direção ao interior do templo.
  - Kiritsugu.
  A voz grossa e sem emoção ecoou no espaço. Esta era uma situação que eu não queria assistir.

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