7.9.15

Tsukiyomi no me Capítulo 31 por C.C


Capitulo 31

  Se não estivesse completamente perdido até era capaz de apreciar esta vista. A lua parecia mais brilhante que o habitual e na clareira onde me encontro as estrelas ganhavam a tonalidade de diamantes espalhados pelo céu.
  Estava a começar a ficar frio e a fome também dava sinal. Só espero que não apareça nenhum animal selvagem.

  Outra tarefa difícil era manter-me acordado. Sei que é perigoso adormecer num sitio destes mas o corpo não entende as preocupações da mente e o meu ficava a cada momento mais pesado e sonolento.
  Devia ser a quarta ou quinta vez que quase caía no sono, e recebi bofetadas mentais da Mika, quando ouço barulhos que não pertenciam ao ambiente. O meu primeiro impulso foi subir a uma árvore para me esconder pois o abanar dos arbustos podia significar a aproximação de algum animal.
  Tentei permanecer o mais silencioso possível enquanto ouvia os sons à minha volta na esperança de que algum deles fosse causado por uma pessoa.
  - Arata!
  O meu coração praticamente saltou do peito. Era o meu nome naquela voz que eu tanto queria escutar. Apesar de tudo o que estava a acontecer com ele, viera à minha procura.
  Naquele instante senti que não precisava de mais nada nesta vida desde que ele estivesse ali comigo.
  Pulei da árvore aterrando no gramado como um felino com todos os sentidos em alerta buscando algum som que indicasse a direção dele.
  O que eu não esperava é que não fosse o único aqui. Uma mão antes escondida pelas sombras e vegetação ataca-me cobrindo-me a boca e puxando-me para o interior da floresta.
  Já não bastava estar perdido quando finalmente vem alguém para me salvar sou sequestrado.
  Os trilhos que percorri eram desconhecidos para mim mas depressa saímos da imensidão de árvores que até à minutos atrás eu julgava uma muralha intransponível.
  Quando finalmente fui solto do braço apertado do estranho raptor não consegui esconder a minha surpresa. Quem supostamente me salvara, pois agora reparava que estava de volta à civilização, fora o homem que me fizera fugir antes, o pai do Tsukiyama!
   - Ainda bem que cheguei primeiro. Queria falar contigo antes dele. – O homem começa a falar perante a minha cara de paisagem. – Vocês vão mesmo casar?
  Os olhos penetrantes observavam-me atentamente. Mesmo não sendo muito másculo eu só conseguia corar:
  - Nós… O Tsukiyama… Ele pediu a bênção dos meus pais, sim, mas não era algo para “o agora” pois eu nem sequer lhe dei uma resposta ainda. Só que a história espalhou-se e a Nanami ficou tão entusiasmada que isto ganhou proporções gigantescas.
  - Hum. – A expressão dele perdera a frieza a que eu me habituara desde a primeira vez que o vi e dera lugar a um cansaço que me fazia lembrar do padre Shinsuke quando se encontrava sozinho com os seus pensamentos.
   - É…É contra?
  - O que te diz que depois de trinta anos eu tenho algum direito de ser contra ou não?
  - Mas é o pai dele, deve ter algo a dizer.
  - Não vou negar que me surpreendeu mas não é algo que me diga respeito.
  - Porque voltou? – Ok, talvez esta não tenho sido a melhor pergunta que podia ter saído da minha boca. Por um instante achei que fosse morrer só de encarar aqueles olhos. – D-Desculpe.
  - Talvez eu tenha aprendido o que é o arrependimento e todas as palavras que aquele velho um dia me disse tenham finalmente feito sentido para mim. E ele depois morreu levando consigo a promessa que me fez logo quando eu me preparara para ouvi-lo chamar-me filho inútil e receber a chapada acompanhada de um “eu avisei-te”.
  Para alguns podia parecer apenas um desabafo de uma pessoa arrependida por não ter feito as pazes com o pai mas eu entendia que por trás daquelas palavras havia um significado maior. Um acontecimento que o fizera pensar assim.
  - Ainda está a tempo. Pode já não conseguir o perdão do seu pai mas pode conquistar o perdão do seu filho.

6 comentários:

  1. C.C, você pediu minha opinião... Lembra?
    Pois bem, não é necessário dizer que gostei e espero que além do casamento acontecer (estou ansiosa por isso!), espero que pai e filho também façam as pazes.

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    Respostas
    1. Eu no início tinha pensado em meter um filho desconhecido do Tsukiyama mas depois optei por fazer um pai irresponsável.

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    2. E você escolheu bem, acho que pai irresponsável é bem mais imprevisível. ^^"
      Geralmente não se espera que o pai seja o sujeito errado numa situação, até pela maturidade que deveria ter.

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    3. Pois, mas aquele nunca quis ser pai. Ele só se importava com a carreira profissional.

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  2. Nem mais.... pai e filho tem o momento oportuno para fazer as pazes
    E que esse casamento venha logo!

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  3. Verdade, Rima!
    C.C tem literalmente a faca e o queijo na mão, agora basta fazer acontecer!

    Tudo bem por aí, minha amiga? ^^"

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