18.9.15

Tsukiyomi no me Capítulo 33 por C.C


Capitulo 33

  Não digam que o que vou fazer é errado, eu sei que não me devia meter mas não aguento esta situação. Tentei esperar e ver se as coisas se resolviam por si só mas para mim chega.
  De momento estou à porta do motel da vila a assustar toda a gente que passa com a minha aura de determinação. Posso imaginar o que eles estão a pensar mas não vou sair daqui até cumprir a minha meta.

  Em pouco tempo a minha atitude chamou a atenção de quem eu procurava que, na sua calma e fria expressão, desceu do quarto e convidou-me para tomar um chá, possivelmente para evitar os olhares curiosos.
  - Sr. Escritor, o que pretende ao acampar à porta do sitio onde estou hospedado? Calculo que não foi o Sacerdote-sama que lhe pediu.
  O sarcasmo mesclado na voz causou-me algum desconforto. Por um lado porque parecia que ele queria ser considerado o vilão ao mostrar indiferença e por outro porque isso significava que ele tinha desistido de lutar para fazer as pazes com o filho. E lamento mas isso eu não posso deixar acontecer.
  - Tsukiyama-san, vou ser direto e sincero. Não me agrada o que fez e muito menos irei defendê-lo mas querendo ou não a sua existência é importante para o Tsukiyama, mesmo que ele não consiga admitir, por isso vou ajudá-lo.
  - Como? – O ar de espanto dele quase me fez rir, eram tão parecidos em certos aspetos.
  - Quer fazer as pazes com o seu filho não quer?
  O silêncio que se seguiu à minha pergunta não foi suficiente para me desmotivar.
  - Porque é que voltou? Há uma razão para além da morte do padre Shinsuke.
  - O que é que te faz pensar isso?
  - Foi você que disse que só agora é que percebera o que era o arrependimento e que estava pronto para ouvir sermão logo já decidira voltar antes da morte do seu pai.
    Podia perceber que estava a tocar na ferida. Eu não tinha o direito de me meter assim nos assuntos pessoais de alguém mas se aquilo ajudasse a trazer paz de espírito ao Tsukiyama faria o que fosse preciso.
  - Eu tinha uma família. Depois que fui embora decidido a dar tudo pela minha carreira conheci uma mulher. Temos duas filhas, gémeas. – Não interrompi o discurso dele mas uma raiva que desconhecia começou a formar-se no meu âmago. Negara a existência da mulher que engravidara e fora arranjar outra? – Não mereço o perdão do Kiritsugu e não foi disso que vim à procura. A minha esposa morreu, eu só queria que as miúdas pudessem ao menos conhecer o irmão.
       Incompreensão, incredibilidade, fúria, eram apenas alguns dos sentimentos que aflorava em mim. Mas nada disso se comparava ao que aconteceu a seguir.
  Sem saber bem como o Tsukiyama apareceu atrás de nós acompanhado pela Nanami. A sua expressão fechada e obscura indicava que ouvira a conversa ou parte dela, ou seja, a pior parte.
  - Kiritsugu… – O homem levantou-se.
  - Acha que isso me importa? – A voz que ouvi não parecia pertencer à pessoa à minha frente. Carregada de dor, tristeza, raiva, tudo o que o psicólogo se recusava a mostrar na sua face. – Por acaso deu alguma importância à morte da minha mãe ou do meu avô? Não me interessa quantas mulheres ou filhos teve, não tenho qualquer relação consigo só quero que desapareça. Saia daqui e não volte, não lhe custou da primeira vez.
       O barulho de um estalo ecoa pela esplanada fazendo congelar o ambiente. A palma marcada em vermelho chocava até quem não assistira ao ato em si. O Tsukiyama-san encarava o filho ainda com a mão levantada:
  - Podes dizer o que quiseres de mim, pois sei que mereço, mas não te admito que ofendas as minhas filhas que não têm nada a ver com os meus erros. E não te preocupes, amanhã já não precisas olhar mais para a minha cara, estou de partida.
  Se as coisas pareciam mal no inicio agora estavam intoleráveis. Só consigo pensar que realmente devia ter estado quieto.

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