3.10.15

Kind of Blues – Episódio 4 Parte 12 por Mel Kiryu


Kind of Blues – Episódio 4 
Parte 12 (por Kiriya Hitaki)   

__Hitaki é virgem...
    Satomi retrucou com a mesma indiferença de quem olha o céu enquanto fuma um cigarro, sendo que ele estava nu por baixo de meu corpo enquanto Yuki estava sobre o meu quase partindo para a penetração.

    Essa afirmação, esse pequeno aviso direcionado ao Yuki me deixou violentamente desconcertado.
    Precisava ser tão evidente que eu fosse o menos experiente dos três homens naquela cama?
     Não, como de costume, eu percebia que minhas razões iam muito além disso.
     Eu estava sufocado e intimidado em experimentar o sexo com Yuki na presença de Satomi, o pênis de outro homem ia entrar em mim e não era o pênis do meu namorado.
     Eu sentei brusco na beira da cama abandonando a prisão amorosa que aqueles dois corpos representavam para mim e sem olhar para ambos, catei o kimono que tinha caído no chão e vesti depressa entrando pela primeira porta que vi à frente.

    Em minha confusão me dei conta que apenas tinha me encurralado, já que aquela porta dava num banheiro contíguo ao quarto.
    Encarei as paredes cobertas de cerâmica num tom pálido de azul, a luz do dia entrava com vontade pelo basculante de banheiro e sentia meus pés no piso frio, meu coração pulsando alarmado ao passo que eu pensava no dito por Togashi:

       'Vou fazer você se arrepender, Hitaki... Vai implorar para ficar sozinho comigo.'
 
     Dito e feito.
     Fechei os olhos por um momento ainda desnorteado, sentindo um arrependimento vigoroso e confuso por ter trazido Satomi comigo.
    Contudo, minhas divagações duraram pouco.
    Ouvi passos de pés descalços atrás de mim, olhei por cima de me ombro e vi Yuki vindo nu em pelo em minha direção.
    Virei bruscamente o rosto, eu não tinha parado realmente para apreciar seu corpo, não queria motivos para que ele se tornasse ainda mais desejável para mim.
    Ao contrário de mim, seus movimentos eram suaves e simplesmente Yuki se chegou e me abraçou despretensioso pelas costas.
__Não tem problema se é virgem... Eu já imaginava que fosse, Hitaki.
__Eu... Eu não posso me entregar a outro homem... Com Satomi me olhando.
    E eu o disse muito baixo, nervosamente, o ar quase me faltando.
   Como eu estava parcialmente vestido com aquele kimono aberto, não sentir diretamente a pele de Yuki contra a minha aplacava em parte o temor que me sobrevinha.
    Muito embora, as mãos de Yuki tornaram a buscar meu corpo pelo kimono aberto, ele requentava a minha excitação perdida com maestria, acelerando minha respiração... Então, eu pensei em quando voltamos ao quarto depois da conversa na escada entre o primeiro e o segundo andar daquela casa.
    Nós três trocamos beijos e o que mais me excitou foi observar Satomi manipulando o pênis de Yuki sentado na cama, Satomi rasgou a embalagem do preservativo com os dentes e desenrolou a camisinha usando a boca... Seus lábios foram desenrolando o preservativo e descendo pelo membro rijo de Yuki que mordiscava seu lábio inferior, a feição de seu rosto era linda de se ver tanto quanto o cabelo negro de Satomi se precipitando rebelde, cobrindo teimosamente as laterais de sua face.
    Mais do que as carícias, essa visão em minha mente devolveu a coragem e o desejo que eu precisava para prosseguir.

    Meu corpo se inclinou, minhas mãos estavam espalmadas contra a parede e Yuki pediu com doçura que eu abrisse um pouco mais minhas pernas.
   Os dedos dele saboreavam a textura de minhas nádegas, enquanto o pênis se esfregava entre elas.
     Gemi quando seus dentes mordiscaram meu ombro e a voz dele atravessou quente meus sentidos.
__Vou entrar em você... Depois que tudo estiver lá dentro... Mexa seu corpo junto com o meu.
    Não respondi, estava ofegante a encarar a parede e com receio de me virar e encarar Satomi, eu tinha certeza que ele queria nos observar.
    A glande se insinuou, eu dizia para mim mesmo: 'Relaxe...', mas minhas pernas estavam tensas, meus músculos retesados e era difícil apagar a sensação daquela primeira estocada.
    Eu arfei profundamente, prendi o grito na garganta quando Yuki entrou em mim.
   Então, era isso que Satomi sentia quando eu o penetrava?
    Como ele poderia gostar? Era tão estranho, uma sensação brutal de preenchimento, minha lombar ardia.
     Yuki estava inteiro enterrado dentro de mim.
     Mas, depois daquele primeiro momento resolvi deixar me levar, obedeci e nosso corpos se puseram a se mover juntos, minha boca estava seca, meus lábios atônitos se entreabriram e os gemidos escaparam.
     Aquela sensação febril retomou o controle de meus poros e apertei meus olhos  a sentir intensamente a penetração... Não sei quanto tempo fiquei com os olhos fechados, mas quando abri mirei em Satomi sentado no chão, debaixo de meu corpo inclinado a me vislumbrar.
    De repente eu estava tão excitado que nada mais importava, tudo parecia ter um toque de irrealidade.
    Minha fascinação se tornou crescente quando Satomi segurou em meu pênis e se pôs a chupá-lo  quando também masturbava a si mesmo... Não demorei a gozar dentro de sua boca.
    Yuki prolongou a penetração o quanto pode, mas também não tardou a ejacular dentro de mim, nosso corpos tão atrelados, que pareciam se fundir.
    Estava ainda ouvindo seus suspiros orgásmicos misturados a minha respiração no que Satomi segurou no kimono aberto e escalou feito um gatinho o meu corpo, lambi o vestígio do meu próprio esperma em seu queixo e por cima de meu ombro as bocas satisfeitas de Yuki e Satomi se encontraram num beijo macio.
     
 
   

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