23.2.16

Gato de Rua - Personagens e Prefácio por Tsubasa Taiga



Ps da autora.: Eu usei os personagens e do anime Haikyuu pra escrever essa história, mas não são as mesmas pessoas. São pessoas diferentes, com personalidade diferentes. Não conhecer o anime não fará diferença ao ler minha história.

Sinopse

A felicidade nunca chega inteira... sempre haverá um abismo entre o amor (mesmo correspondido) e o “felizes para sempre” ...

... ou talvez somente a vida de Kenma Kozume seja dessa forma.

Apresentação dos personagens


Nome: Kenma Kozume
Idade: 18 anos
Profissão: estudante de educação física
Orientação sexual: homossexual
Personalidade: antissocial, introvertido, covarde, mentiroso.


Nome: Kuroo Tetsuro
Idade: 25 anos
Profissão: treinador assistente
Orientação sexual: bissexual
Personalidade: sincero, corajoso, romântico, solitário.



Nome: Sawamura Daichi
Idade: 28 anos
Profissão: professor de literatura
Orientação sexual: não definida
Personalidade: confuso, sincero, sádico, cruel.


Nome: Yachi Hitoka
Idade: 18 anos
Profissão: estudante de artes
Orientação sexual: heterossexual
Personalidade: sincera, corajosa, impetuosa, romântica.


Nome: Shimizu Kiyoko
Idade: 29 anos
Profissão: professora de arte
Orientação sexual: bissexual
Personalidade: corajosa, louca, masoquista, não romântica.



Nome: Tsukishima Kei
Idade: 20 anos
Profissão: estudante de educação física
Orientação sexual: heterossexual
Personalidade: discreto, sincero, realista.

                                              ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ 



                                                     Prefácio


Perto demais do abismo...

22 de dezembro
Kenma Kozume x Yachi Hitoka

...por Kenma Kozume

Eu bato a bola no chão uma, duas, três... sete vezes (meu número amaldiçoado). Sete é o número do desconhecido. Faz com que eu me sinta vazio. É como me reconheço nesse momento. Perdido dentro de mim eu elevo a bola, corro e corto ela o mais forte possível em direção ao outro lado da quadra. O som dela explodindo na quadra adversária me acalma. O suor escorria por todo meu corpo e tinha a respiração ofegante. “A quanto tempo eu estou aqui?”. Era o último dia de aula na Universidade W, localizada na cidade de Tóquio, no distrito de Shinjuku, antes das férias de inverno. “Eu não quero voltar para casa”. “Não tem nada lá”. “Não tem ninguém”. Seria mais um natal sozinho, mais um ano sozinho.

_ Eu odeio o natal -  meus olhos se encheram d’água – Droga... – levei a mão aos olhos para secar as lágrimas antes que caíssem – Você é um idiota, Kenma Kozume... um grande idiota. – falava comigo mesmo – Ha, ha... que perda de tempo. É estupidez sofrer por alguém que ignora completamente a minha existência.

A quadra de voleibol fica ao lado dos dormitórios da Universidade W, um pouco afastado do prédio principal. Eu estava sozinho. Os únicos sons que se podiam ouvir era o da bola e a minha própria respiração. As aulas já haviam encerrado, passava das 18h00min, e quase todos os alunos do dormitório já haviam deixado o campus. As festas de fim de ano iria ser com a família, amigos ou amantes. Todos pareciam felizes, até quem não estava realmente alegre, fingia. Mas para mim era impossível. E eu nunca fui bom em demonstrar minhas emoções. 

Exaustão... o mais completo e absoluto cansaço físico e mental. Eu havia chegado no meu limite. Tudo o que eu quero é alguém para arrancar esses sentimentos de mim. Não importa quem seja, não importa como faça. Pode ser qualquer um. Pode ser de qualquer jeito. Apenas tire esse gosto amargo da minha boca quando pronuncio o nome dele.

_ Daichi... – suspirei profundamente. Repetir o seu nome havia se tornado um hábito irritante, mas não conseguia evitar.
_ Apenas diga a verdade pra ele. – disse uma voz atrás de mim. 

Eu sabia quem era. Quando me virei ela estava em pé ao lado da entrada segurando sua velha pasta de desenhos e com uma mochila enorme nas costas, como na época do colégio.
Yachi Hitoka é uma jovem de 18 anos, magra e pequena. Seus cabelos dourados harmonizam perfeitamente com seu olhos cor de mel. Fisicamente ainda parece a mesma menina de 15 anos que eu conheci no ensino médio. Um contraste com a sua personalidade de mulher adulta, muito mais madura do que eu, apesar de termos a mesma idade. Ela é uma boa amiga (talvez sincera demais). Ya-chan, como eu a chamo, era a única que sabia do meu segredo (com exceção de alguns familiares) e com quem eu falava dos meus problemas emocionais. “Apenas diga a verdade pra ele”. Quantas vezes eu ouvi essa frase sair da boca dela? Seu tom de voz é tão simples e direto, a ponto de me irritar. 

_ Ya-chan... – estava suspreso.
_ Se dói tanto assim que te faz chorar, você devia falar com o Daichi-sensei, de uma vez por todas, e colocar um fim nesta história. – argumentou Hitoka, friamente.
_ Não importa quantas vezes eu diga, parece que você não entende, Ya-chan – bravejei.
_ O que eu não entendo, hein, Kozume? – perguntou calmamente e depois abriu um sorriso cínico – Você é mesmo um covarde.
_ É, eu sou um covarde. Satisfeita? Era isso que você queria ouvir? – estava furioso.
_ Você tem tanto medo, assim, de ser rejeitado? 
_ Eu não vou apenas ser rejeitado. Ele vai me odiar. Ou pior, ficar com nojo – olhei fixamente em seus olhos – E esse sentimento... você nunca vai entender.
_ Então, fique aí, se fazendo de coitado.
_ Você não tem o direito de...
_ Kozume!! – Hitoka alterou a voz pela primeira vez naquela conversa – Você é gay. É só isso. Nunca vai ser feliz enquanto ficar sentido pena de si mesmo. Apenas assuma quem você é.
_ Essa escolha não é sua – minha voz era baixa, mas afiada.
_ É verdade. Mas eu também sei que essa sua máscara de gelo é falsa, e ‘tá te matando. – suspirou Hitoka – Eu só quero que você seja feliz.
_ Felicidade é algo que não combina comigo, Ya-chan.
_ Um dia, você vai se arrepender por fugir.
_ Você pode até ter razão. Um dia eu posso me arrepender por tudo, mas esse dia não é hoje.

Nossa discussão havia chegado ao fim. Não é a primeira vez e, provavelmente, não será a última. Hitoka sentou no chão e escorou-se na parede perto da porta. Ela não disse mais uma única palavra. Abriu seu caderno de desenhos e começou a rabiscá-lo. Eu sei que ela vai me esperar treinar até quase desmaiar, e depois vai me acompanhar até em casa. Posso até ver ela parada em frente ao meu apartamento. Ela não vai entrar, mesmo que eu insista. Hitoka, apenas se desculpará e desaparecerá pelas escadas. Isso já aconteceu mais vezes do que eu consigo lembrar.

Eu sabia exatamente como as coisas entre mim e a Hitoka terminariam aquele dia. O que eu ignorava, naquela época, era o fato de outra pessoa ter escutado a nossa discussão. O nosso desentendimento não durou nem um minuto e meio, mas foi o suficiente para destruir o que eu levei anos construindo. Eu não queria que ninguém soubesse. Era um direito meu. Ainda hoje, passados tantos anos, eu me arrependo desse dia. Me apaixonar pelo meu professor de literatura, Sawamura Daichi, foi sem dúvida o meu martírio. Mas conhecer Kuroo Tetsuro foi uma espada de dois gumes, ao mesmo tempo que me levou ao céu, me atirou no inferno.

8 comentários:

  1. Gostei duque li...
    Pelos vistos a aventura só está prestes a começar... contudo se o Kozume continuar a enrolar nunca chegara muito longe não

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    Respostas
    1. o Kozume complica tudo... mas ele tem seus motivos

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    2. Eu imagino, já a personalidade dele demonstra isso, ele se desnorteia com pouco

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    3. "um pouco" é gentileza sua...rsrs... o Kozume tem uma personalidade muito frágil e obscura... ele fica trancado no mundinho dele.

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    4. Não queria ser má :p
      Ele se envolve muito no seu mundo, qualquer dia leva com uma bola na cara para ser chamado ao planeta terra

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    5. kkkkkk... eu tbm não consigo ser boazinha... as vezes me dá vontade de dar uns tapas nele

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    6. Eu não diria tapas mas uns abanões para ver se entra na realidade isso sim, mas no fundo até acho fofinho <3

      Tsubasa eu vou ter de sair do blog
      amanhã levanto cedo, porque tenho de ir trabalhar ( ninguém merece trabalhar ao domingo -.-")
      Então até uma proxima
      Beijinhos

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    7. até a próxima... abraços fofosss

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