18.2.16

Kimi o ai hajimeru Capitulo 40 por Rima-san


Capitulo 40
Os doces flocos de neve

          Aquele sábado estava bagunçado demais, Tadashi sentia-se desnorteado e depois daquela conversar com a sua mãe não sabia no que pensar, caminhou até o alpendre e sentou-se no chão em madeira, Kuro caminhou silenciosamente até ele esfregando-se nas suas costas até dengosamente se deitar nas pernas de Tadashi que lhe acariciou as orelhas e deixou o bichando repousar em seu colo.
        De certa forma aquele ronronar era apaziguante e apenas queria continuar aquele barulhinho de felicidade vindo do seu gato, enquanto isso Shuji espiou-o da porta, entendia que Tadashi precisava daquele tempo a sós por isso não se aproximou para não o importunar, mas a verdade é que se remoía interiormente por não poder trocar palavras com ele, não entender o que ia na alma do seu amado era angustiante, mas não podia forçar a abrir-lhe a boca para falar o que ia na mente, nem podia porque até para Tadashi era demasiado confuso.

_Ei Kuro.._ O gato o olhou e pousou a cabeça sobre as patas._ Estás feliz?_ Suspirou mas o gato não lhe podia dar uma resposta ao certo apenas o aparentava._ Eu não sei o que sinto.._ Quase riu de si e ao mesmo tempo com vontade de chorar._ Coisa mais esquisita de se dizer._ Olhou o céu para controlar as lágrimas.
          A ideia de que Shuji o tinha traído com Kazoumi ainda não lhe saia da mente apesar de saber o quanto Shuji estava arrependido toda a vez que olhava aquele rosto ferido lembrava-se das palavras de Kazoumi e ironicamente sentia-se o culpado da situação por ter criado a proximidade entre os três.
         Depois sua mãe tinha aparecido para repentinamente lhe oferecer uma casa, deveria ser uma noticia boa, bem sabia que a que estava vivendo deixava as humidades passar e se chovesse intensamente que choveria lá dentro, ainda assim sua mãe nunca fora uma pessoa de se preocupar com ele que isso ainda lhe criava uma certa confusão ao ponto de não querer aceitar oferta nenhuma.
        O céu cinzento anunciava que choveria, mas as gotinhas vinham congeladas em forma de pequenos flocos de neve que quando alcançavam a superfície derretiam, Tadashi esticou a mão para apanhar uma que logo se transformou em agua que ele deixou escorrer pela sua mão.
Começando a nevar e estando frio sabia que não podia permanecer muito mais tempo ali, levantou-se e pegou em Kuro indo para dentro de casa, Shuji tinha tratado de ligar o aquecer coisa que só tinha usado uma meia dúzia de vezes ao ano, mas Tadashi não disse nada pois realmente estava frio e o calor que aquele aparelho emanava sabia bem, sentou-se no chão em tatami ao lado do aquecedor e Kuro se colocou na frente dele lambendo as patas seguido de todo o seu corpo, realmente gatos gostavam do calor.
_ Já ia espreitar se continuavas lá fora…. É  bem capaz do tempo arrefecer ainda mais._ Shuji advertiu mantendo uma distância respeitável.
_Só quis ficar um pouco sozinho._ Justificou-se afagando as orelhas do bichano.
_Eu bem sei… por isso que não disse nada._ Shuji retorquiu mantendo-se encostado á porta.
_Desculpa…_ Não o conseguia fitar por isso olhava seus dedos deslizarem no pelo macio e preto de Kuro que não se importava nem um pouco.
_De que te estás desculpando?_ Shuji acabou por quebrar a distancia caminhando até junto dele de braços cruzados ao peito._ Tu não fizeste nada de errado pois não?_ Tadashi o encarou com a boca semiaberta por não saber o que responder._ Tadashi…. Tu não estás assim pelo que a tua mãe disse pois não? Eu sei que é aquilo que te pôs assim._ Aquilo referia-se ao sexo que tinha feito com Kazoumi, era uma facto que seria algo difícil de se esquecer.
_ É tudo, é estranho minha mãe aparecer assim… parece que falta alguma coisa por dizer e … eu queria esquecer aquilo Shuji, do fundo do coração, mas não tá fácil, desculpa._ Admitiu mesmo que lhe custasse e Shuji não se mostrou admirado.
_Eu compreendo…. Se quiseres em bazo daqui uns dias._ Sua voz era de desagrado não queria deixar Tadashi de jeito nenhum mas se fosse essa a vontade dele era o que faria.
_Não de jeito nenhum!_  Tadashi se ergueu abraçando-se a Shuji e Kuro assustou-se pulando até outro canto da sala._ Deixavas-me aqui sozinho? A remoer a culpa que sinto?
_ Não tens culpa de nada… porque te ficas censurando assim? Só te faz mal…_ Shuji deslizou os dedos no cabelo castanho do menino que apenas suspirou e ficou em silencio como se não soubesse a resposta para lhe dar.
_Mas tu não me vais deixar pois não?_ Replicou baixinho e Shuji lhe ergueu o rosto beijando-lhe a testa.
_Claro que não…_ Um pequeno sorriso apareceu no rosto de Tadashi e Shuji se inclinou sobre ele deixando os seus lábios delicadamente tocarem os seus num breve selinho._ Enquanto me quiseres ao teu lado estarei sempre._ E de novo sua bocas se uniram como se renovassem uma promessa.

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