16.2.16

Tulipa Vermelha Capítulo 5 por Rima-san


Capitulo 5
Feroz sedução

          Tinha feito sexo, doado seu sangue, tudo com um vampiro e ainda assim se sentia feliz por isso, agora sabia o seu nome, Mamoru não sabia muito sobre ele, agora conhecia seu corpo, sua voz, seu nome e esperava a cada dia e a cada noite descobrir mais a cerca dele.
Por fim acabou embalado nos braços de Mamoru e dormiu docemente toda a noite.
Acordou só pela manhã e quando olhou ao seu lado Mamoru o observava tão sereno que pensou que era um sonho em que os dedos longos do rapaz brincavam com os fios longos do seu cabelo.

_Bom dia…_ Mamoru lhe sorriu levantando da cama.
_Bom dia._ Kaoru sentou-se na cama a fita-lo, seu rosto quente desejando que ele se mantivesse próximo a ele._ Julguei que não te veria pela manhã.
_Não era para ficar…. Mas o tempo passou rápido e acabei esperando que acordasse._ Pegou o seu casaco de capuz e vestiu.
_Não me precisas de tratar com essa formalidade, me trata apenas por “tu”._ Pediu se levantando e se encheu de pudor por ainda não vestir nada.
_Me  está pedindo isso porque passemos a noite juntos?  Porque isso já nos faz íntimos?._ Kaoru o encarou vestindo os boxers e só depois de um tempo foi capaz de lhe dar uma resposta.
_Pensei… que podíamos…_ Apoiou-se na secretaria como se perdesse as forças e aquela mão tornou a acarinhar-lhe o rosto.
_Eu sou um vampiro, devias perceber a fronteira que nos separa._ E pela primeira vez tratou-o sem formalidades, Kaoru pegou aquela mão para si e beijou-lhe a palma.
_Não consigo… me seduziste…
_E tu me deixas-te seduzir._ Puxou-o pelos cabelos e beijou-lhe a boca._ Por outro homem…_ Seus dedos deslizaram pelos lábios macios de Kaoru._ É tudo o posto duque eu esperava encontrar.
_Desiludi-te?_ Kaoru estremeceu por dentro, imaginando que Mamoru o fosse deixar.
_Não… surpreendeste-me._ E pedia em pensamentos para o surpreender mais, para acabar com o tédio que a sua vida se tinha tornado.
_Mamoru o que eu posso fazer para ficares ao meu lado?_ Perguntou hesitante e o semblante dele se tornou mais meditativo.
_Não podes fazer nada._ Kaoru suspirou e não teve coragem de o encarar._ Porque já o fizeste._ Ergueu o olhar e observou aqueles olhos cinzentos que pareciam saber mais duque ele e aquela não deslizou em seu pescoço, agora se dava conta que o sitio onde tinha sido mordido não doía mais.
_O que eu fiz?
_Deste-me todo o teu amor cheio de devoção, eu li teus pensamentos esse desejo de me teres é tão forte que possui todo o teu ser, eras capaz de doar tua vida por mim, um desconhecido, eu não consigo negar os sentimentos de alguém tão puro._ O abraçou com ímpeto, seu corpo estava gelado._ Mas tudo isso, esse amor vai para além da minha compreensão.
_Então porque não tentas o compreender comigo._ Seu jeito era meigo e tentador e Mamoru continuava as caricias em seu rosto.
_Tentar não custa._ Sorriu-lhe e seus lábios quase tocaram, mas o som de um telemóvel tocando os interrompeu, Mamoru tirou o telemóvel do bolso e atendeu._ Tou que foi agora?_ Depois de uma pausa tornou a responder._ Eu vou para casa quando me apetecer!_ Suspirou e negou com a cabeça._ Não te preocupes em não demoro Miyo-chan, tchau._ Encerrou a ligação com o seu humor se tivesse alterado._ Vou ter que ir…_  Sorriu-lhe e se afastou.
_Porquê? Por mim podes ficar o tempo que quiseres._ Caminhou atrás dele segurando-o pelo braço.
_Tenho coisas a fazer._ Cobriu sua cabeça com o capuz, mesmo estando um dia de sol._ Logo á noite não estás ocupado?
_Não…
_Então eu virei…. Mas agora tenho que ir…_ Abriu a porta mas antes que saísse Kaoru tornou a puxar e beijou-o.
_Vou ficar á espera._ Sua voz era suave e era como se disse a ele mesmo que a noite tinha que vir rápido, que o relógio tinha que trabalhar a vapor para torna-lo a ver e Mamoru conseguia perceber aquela inquietude, sorriu-lhe e foi embora.
_”Kaoru” significa aroma.. foi esse aroma doce que me atraiu por ti._ Elevou a mão e o sol fazia doer os seus olhos._ O que eu estou fazendo?_ Puxou seu capuz para não ter que levar com os raios solares e continuou caminhando, fazia anos que odiava a o sol, mas só agora começara a amar a noite.

5 comentários:

  1. amei o capitulo de tulipa vermelha, estou ansiosa para o proximo capitulo poste o mais rapido possivel. obrigada

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    1. Ola Dineia...ainda bem que gostou estou trabalhando nos próximos capitulos e espero que continua a gostar

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  2. arrepiada até o último fio de cabelo... o fato do Mamoru não compreender o sentimento de amor. pelo fato dele ser uma criatura fria e sem alma é tocante...

    o Kaoru me parece muito desesperado... as pessoas gostam dele muito mais do que ele imagina... mas sua personalidade é muito dependente... está sempre querendo reafirmar os sentimentos do seu parceiro... ele é muito inseguro... que raiva... o Mamoru ta caidinho por ele...

    amei a sinceridade do Mamoru... ele admitiu sua atração por Kaoru... lindo

    PS.: É impressão minha ou o Mamoru não devia ter ficado até o amanhecer?... ele devia sair no sol? ... telefonema misterioso ... hum

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  3. Ele esqueceu esses sentimentos á muito tempo por isso lhe parece estranho amar alguém

    Ele é dependente sim.... ficar sozinho é uma tortura para ele, ele fica com medo de perder todos os que o rodeiam e de novo ficar sozinho
    rsrsrs
    Não fique com raiva, ele já está é mais que caidinho

    Ele é muito sincera apesar de tudo, tem mais sentimentos que qualquer humano, pode é não demostra-los todos

    Pois ficar até ao amanhecer e andar ao sol é mesmo um cabo dos diabos
    Ah existem mesmo pessoas misteriosas :p

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    1. "pessoas misteriosas" ... tô sentido cheiro de segredo...

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