29.4.16

Kind of Blues – Episódio 7 Parte 6 Por Mel Kiryu



Kind of Blues – Episódio 7 O fio vermelho do destino desamarra sem querer
Parte 6 (por Hitaki Kiriya)

        Yuki retirou meu óculos sem desviar-se de mim, deixou-o com as hastes abertas dentro da pia.
__Se Satomi e você estão separados, por que pediu para Tsukemi não me contar que você estava no curso de verão?
      A pergunta veio num tom essencialmente envolvente, com uma dose moderada de desconfiança.
__Porque... Eu queria evitar o que aconteceu quando me disseram que você me esperava no estacionamento do albergue, Yuki.__ Confessei fechando o roupão dele, sua seminudez bagunçava meu juízo.__ Não consegui deter meus pés, corri debaixo da chuva porque precisava te ver... E eu tenho medo desse sentimento.

     Eu segurava com força o viés do roupão fechado por mim até a altura de seu peitoral, meus pulsos ardiam, meus dedos transpiravam e desviei meu rosto, sobretudo meu olhar atordoado.
__Eu te dei o tempo que precisava, Hitaki.__ Yuki replicou num tom afetuoso, sua mão afagou minha cabeça, eu sentia intensamente essa carícia.__ Não fui atrás de você, não liguei para o seu celular e somente eu sei como foi difícil me controlar sem que eu deixasse de pensar um só em você... Dei tempo suficiente para reconquistar Satomi do jeito que me pediu.
     Apertei meus olhos por um momento.
     Por quê?... Por que Satomi e eu tínhamos que terminar tão distantes?
     Eu relutava e nem mais sabia se relutava para não desistir de Satomi, ou se relutava em admitir o que eu sentia por Yuki.
    E tal como se Yuki quisesse que eu despertasse do meu estado de apatia torturante, seus dedos agarraram nas minhas madeixas, ergueram à força o meu rosto que teimava em fugir de seu olhar.
__Esse tempo acabou, não acha?  
__Não tenho certeza... Não posso dizer que acabou enquanto tudo estiver tão mal resolvido para mim, Yuki.
     Eu estava sendo o mais sincero que podia, recostei em Yuki ainda segurando o roupão para ele não se abrir, se eu sentisse a pele dele estaria tudo perdido.
    Assim, o cheiro de sua pele recém banhada impregnava meus sentidos e seu nariz roçava de leve em meu cabelo ao passo que sua mão tinha descido numa tenra carícia até minha nuca.
__Mas, se você me aceitar mesmo assim... Quero ficar contigo o tempo que puder.
     Talvez ele não me aceitasse, eu cogitei isso quando sobreveio seu silêncio nem bem me calei.
    E bem que em meu íntimo eu me preparava para ser rejeitado quando de mansinho os lábios dele beijaram meu pescoço lento e deliciosamente.
    Fechei devagar os olhos e meus dedos estremeceram dormentes presos ao roupão.
    Sua boca subiu por minha pele e um pequeno gemido escapuliu de meus lábios entreabertos, eu não suportava mais apenas sentir Yuki vagamente.
     Quando dei por mim, eu que busquei sua boca indo atrás de seu beijo, soltei o roupão passando meus braços por seus ombros e ele me prendeu contra seu corpo quente e em parte desnudo.
    Enlouqueci.
    Não demorou e sua ereção roçou em mim, de olhos fechados e entregue a um beijo intenso e interminável segurei seu pênis e corri minha mão por ele, seus dedos desabotoaram depressa minha calça e num piscar de olhos nos metemos completamente nus naquele ofurô.
    Não importava se a água agora estava fria, ainda estava perfumada embora ligeiramente turva. Metade de mim estava imerso, minhas pernas passavam  e se prendiam por seu corpo e fui penetrado em seu colo sob a água.
    A sensação das estocadas eram ligeiramente amortecidas e não obstante, sentia Yuki enterrado profundamente em mim.
    Meu corpo subia e descia dentro da água que se agitava, transbordava e caía pelas beiras do ofurô.
     Tinha sido diferente de todas as outras vezes, que por sinal tinham sido poucas.
      Diferente porque eu não me sentia angustiado ou ansioso, mas tremendamente excitado e entregue ao ato, saboreando cada pequeno instante, o contato eminente da pele, o descompasso de nossas respirações.
     Cada beijo sôfrego em meio as estocadas, o esforço mútuo de nosso corpos.
          O som magnífico do sexo ecoando na acústica daquele banheiro...
            O abraço apertado seguido do orgasmo, meu queixo em seu ombro enquanto devagarinho a água turva parava de se agitar, ondulando de leve num instante em que ficamos presos um pelo outro... Naquela inércia amorosa, no silêncio de depois.
                                                              ~~~~~~
            Conheci outros cômodos do apartamento, tudo naquele lugar era amplo.
        O quarto de Yuki não era diferente, apesar do espaço excessivo fosse na cama ou em qualquer outro cômodo, nada passava a ideia de soledade.
    Era aconchegante como a continuação de seu abraço.
    Comemos juntos, era tarde quando eu estava sentado em sua cama passando os olhos numa apostila do curso.
    Eu tinha usado sua escova de dentes, a calça de cadarço amarrada em minha cintura e a blusa que eu vestia eram dele e eu estava tão a vontade e distraído que nem vi Yuki entrando no quarto.
   Apenas percebi quando sentou-se ao meu lado, estremeci de leve e lhe sorri.
__Que foi?__ Eu inqueri já que ele somente me observava longamente.
__Nada...__ Seu sorriso era sutil e notório seu cansaço.__ Por um interminável momento, a mim pareceu que sempre tive você ao meu lado... E eu quero que assim seja todos os dias.
__Sabe que terei que voltar para casa quando o curso de verão terminar, Yuki.
    Seus lábios quase me interromperam quando se apertaram cálidos contra o meu, o beijo terminou com um breve estalido.
      A sensação que vagava após o término do beijo era que ele desmentia tudo o que eu tinha acabado de dizer.
    Nos deitamos juntos, a luz apagada.
    Virei de lado e Yuki se aconchegou contra mim... Ele tinha razão, a impressão de que éramos um casal era vívida ao extremo, quente e acolhedora.
__Bons sonhos, Yuki.__ Eu sussurrei fechando os olhos.
__Eu te amo, Hitaki.
    Ouvi seu suspiro consecutivo a sua voz cava e no escuro do quarto meus olhos tornaram abrir enquanto ele estreitava um pouco mais o aconchego entre nós.
    Eu esperava ouvir um simples 'boa noite'.
    Por isso, desejei que fosse mentira, que Yuki estivesse enganado.
    Não era justo ser amado quando naquela altura tudo era tão incerto para mim.


   

4 comentários:

  1. Bom dia Mel
    Nossa esse capitulo foi bom demais, de certeza que tinha muita gente esperando algo assim *-*
    Mas bem se o Hitaki não está decidido duque quer, tudo bem passe para cá o Togashi que eu não me importo ^^"

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    Respostas
    1. Oi, Rima... Do jeito que tem gente que lê e gosta do Togashi, só posso concordar.
      Ah, sim... Transmitirei o recado ao Hitaki :p

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  2. Olá! Olha eu burlando os trabalhos que tenho pra fazer (não sou de ferro! Rsrsrsr) >_<
    Que maravilha ver Togashi e Hitaki juntinhos novamente *♡* mas, estou preocupada com Satomi... Onde será que está? =/
    Espero que Hitaki consiga resolver este conflito emocional logo... Confesso que prefiro o Yuki (gosto da sensualidade e do carinho que ele demonstra), mas Satomi andava tão fofo...
    Estou ansiosa pelos próximos capítulos!
    Beijo :-*

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    Respostas
    1. Oi, Golden ^^" E burlando para ler meu capítulo! (Assim eu fico toda boba)
      Eu acho curioso o sucesso que o Togashi faz entre as leitoras... E pensar que quando comecei a escrever esta estória, achei que o Togashi Yuki seria um personagem de baixa aceitação 0_o

      Fico me perguntando quem tem empatia pelo Satomi, porque se fosse pela maioria de votos ele estaria perdido!rsrs...

      Ah, sim... Pode deixar, postarei todos que já escrevi. ^^"
      Grande beijo, Golden!

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