2.4.16

Love is strange 2 Capitulo 5 por Rima-san


Capitulo 5
O inicio de uma amizade incomum 

           Estava com o seu pai na cozinha a beber o sumo de laranja natural, com a sede que estava podia dizer que aquilo lhe sabia como uma maravilha, ainda olhava tudo á sua volta e mesmo não conhecendo o resto da casa podia dizer que ela tinha os seus pequenos luxos e pensava para si que o seu pai deveria estar levando uma vida bem melhor.

_ Como estão correndo as coisas, meu filho?_ Hisashi perguntou constatando que o filho devia ter crescido alguns centímetros e estava mais magro.
_Normais…_ Bateu com o copo em cima da mesa e tornou a ficar calado.
_As notas foram boas?_ O menino antes de responder tirou o telemóvel do bolso e digitou  várias vezes até mostrar a Hisashi.
_ Acho que foram boas…_ Hisashi pegou no telemóvel  e conferiu que não tinha nenhuma negativa e que tirando física todas as notas eram bem elevadas.
_Estão muito boas…. Não esperava outra coisa de ti, sempre foste inteligente…._ Hisashi levantou  sem saber por onde criar uma conversa._ E namorada? De certeza que já tens uma!_ Piscou-lhe o olho, o sol entrava pela janela como todos os dias.
_Não… não tenho nenhuma!_ O menino corou e Hisashi teve vontade de rir.
_Quando menos esperares arranjas uma._ Tetsuo nada argumentou, não pensava nessas coisas de namorar, pensava para si que isso não era para ele._ Vou-te mostrar o quarto onde vais ficar._ Tetsuo pegou na mochila que trazia consigo e subiu a escadaria atrás de Hisashi.
_Onde está o seu namorado pai?_  Perguntou curioso, olhando pela escadaria abaixo via o rapaz de cabelos prateados ainda sentado no sofá.
_Está a trabalhar, mas de tarde vai fazer-nos companhia algum problema?
_Não nenhum….. não o achei má pessoa._ Hisashi indicou onde era o banheiro e de seguida abriu a porta do quarto em tons azuis.
_Não é…. Tenho certeza que se vão dar bem… Esse é o quarto que vais ficar, vou deixar-te a arrumar os teus pertences, qualquer coisa chama, estou na cozinha a fazer o almoço._ Tetsuo concordou e jogou a mochila em cima da cama, o quarto era espaçoso, mas tinha pouca coisa sinal que não deveria ser muito usado.
Ainda se sentia tenso, a decisão de estar com o seu pai tinha sido tomada e não se tinha arrependido, mas desde o momento que disse á sua mãe suas intenções ficou mais ríspida, certamente chateada, mas Tetsuo não tinha trocado ninguém por ninguém, apenas queria tempo para estar com os dois, mas tudo ao redor do seu pai parecia diferente.
_Posso?_ Sobressaltou-se ao ouvir a voz, era o mesmo rapaz de antes.
_Masaki-san!_ Ainda se lembrava do nome, e tentava decifrar as diferenças entre ele e o tal Nobuhiko._ Claro que pode…
_Podes me chamar apenas de Masa-chan,  aqui em casa todos me chamam assim…
_Vou tentar…_ Sentou-se na cama um tanto tímido, não se dava bem em conversas então achava melhor ficar calado.
_Acho que deixei o carregador do meu telemóvel por aqui…_ Abriu um gaveta e achou-o._  Hum…. Só podia estar mesmo aqui…
_Esse quarto era seu por acaso?
_Mais ou menos, costumo ficar nesse quarto quando venho passar alguns dias aqui, mas hoje posso ficar muito bem no sofá, de certeza que vai fazer bem a minha coluna._ Masaki riu-se de si mesmo e Tetsuo o achava estranho por agir daquele jeito tão descontraído.
_ A cama é grande cabemos os dois aqui, a menos que se importe de dividir o quarto comigo…_ Tetsuo não queria ser mau, não seria a primeira vez que dividiria um quarto com alguém.
_Não te importas mesmo?_ Sentou-se ao lado dele pousando o carregador.
_Não… mesmo…_ Baixou o olhar entre as pernas e esperou que Masaki se levantasse e saísse do quarto mas isso não aconteceu.
_Se vamos partilhar o quarto acho que não á necessidade de formalismo, podes-me tratar por tu… ou eu vou-me sentir muito velho._ Fez uma careta e conseguiu fazer Tetsuo o encarar e mostrar um sorriso._ Isso foi um sorrisinho? Foi?
_Que importância isso tem?
_Tem muita…_ Tetsuo nem percebia a proximidade que os dois nutria e apenas escutava o que Masaki falava._ Porque quero ser teu amigo, posso?
_Sim…_ Disse-o um tanto receoso e foi surpreendido por um abraço, aqueles cabelos cinza faziam lhe cócegas e o doce aroma a pêssego desnorteava-o.

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