26.4.16

Tulipa Vermelha Capitulo 15 por Rima-san



Capitulo 15
A noite do hanabi

Miyo tricou o próprio dedo observando o homem na sua frente segurando a menina, levou uma madeixa dos cabelos loiros atrás da orelha e deu um passo na sua direção, Yato também não conseguia desviar os olhos daqueles lilases que condiziam também com o pequeno Kimono ás flores cor de rosa.
_ Me chamo Murakami Miyo, não pensei que fosse encontrar alguém tão bonito essa noite._ Miyo aproximou-se ainda mais como se dançasse igual a uma borboleta.
_Meu nome é Ogawa Yato e eu posso dizer a mesma coisa._ Yato se continha pois sua filha ainda que pequena o escutava.

_Posso chama-lo apenas por Yato?_ Miyo acarinhou a face da pequena que lhe sorriu._ Yuri é o teu nome?_ A menina acenou afirmativamente com a cabeça ainda tímida.
_Por mim pode chamar do jeito que quiser, mas não se acha nova de mais para se insinuar á um homem como eu?_ Miyo lhe sorriu e deu costas.
_Se acha que sou assim tão nova é um pena…. Podíamos divertirmos juntos._ Ia para se afastar mas Yato mando-a esperar.
_Porque não vemos o fogo juntos? No final vou levar Yuri a casa, depois estou completamente livre._ Sorriu-lhe e Miyo acabou por aceitar a proposta, mesmo que a noite se tornasse demasiado longa.
*****
Sentia seu braço ser puxado intensamente por Mamoru, seus pés se  mexiam rápido entre a multidão e só parou quando perdeu uma das suas getas, Mamoru se abaixou apanhando a geta e colocou de novo em seu pé.
_Que se passou contigo?_ Kaoru perguntou encarando Mamoru agachado aos seus pés._ Saímos de lá disparados sem dar uma justificação…
_Queres uma justificação?_ Mamoru se erguei e limpou as mãos na Yukata._ Isso se chama ciúmes!_ Bateu com o leque no peito de Kaoru que ficou sem reação._ Nós viemos a esse hanabi para estar os dois juntos então não vou deixar que ninguém se intrometa._ Cruzou os braços e ficou olhando o lago como se imergisse em pensamentos.
_Mamoru…_ As palavras lhe ficaram entaladas na garganta e o fogo começou a explodir no céu._ Eu acho.. que realmente te amo._ Mamoru o encarou no meio das muitas cores que faziam o céu  brilhar.
_És um idiota._ Sorriu ainda que feliz, e ficou olhando os fogos._ É lindo não é?
_É…_ Kaoru se encostou a ele e ambos ficaram observando aquele espetáculo até tudo ficar silencioso de novo,  até ficar apenas o cheiro da pólvora e uma nuvem cinzenta no céu das constantes explosões.
_E agora? Queres ir para casa?_ Mamoru perguntou segurando a mão dele.
_Por mim pode ser._ Não tinha objeções, estava cansado e não queria voltar a deparar-se com Yato, encarou o lago outra vez, agora com a escuridão mal se podia ver o monte Fuji do outro lado das margens.
_Eu não tou com vontade de ir para casa já…_ Mamoru replicou tomando uma trilha por entre a vegetação.
_Para onde vamos?_ Perguntou vendo que o que esperava parecia ser uma floresta escura e sem sinal de civilização por perto.
_Para um sitio que ninguém nos veja._ Seus olhos cinza cintilantes remetiam a um mistério prestes a revelar, empurrou Kaoru contra a uma árvore e precipitou-se sobre ele, seus lábios se tocaram num leve selinho.
_Mamoru! Aqui não… qualquer pessoa pode ver…._ Kaoru sentia o membro dele ereto roçar-lhe a virilha e não podia negar que sentia uma ponta de excitação.
_Não me digas que és só atrevido dentro de quatro paredes?_ Kaoru corou e se arrepiou ao sentir os dedos de Mamoru deslizarem a Yukata que vestia pelos ombros.
_Não é isso… Só que qualquer pessoa nos pode ver._ Agarrava com ímpeto Mamoru e sabia que sua excitação já tinha sido descoberta por seu amante.
_Prometo que ninguém nos vai ver… é uma promessa._ Seus lábios desceram pelo pescoço dele e sentiu as presas rasparem-lhe a pele, mas á medida que os lábios desciam pela sua pele suas roupas iam se perdendo, o obi caiu ao chão e todo o seu corpo ficou miseravelmente ao leu._  És tão lindo deste jeito.
_Não me envergonhes ainda mais…_ Se virou contra arvore e suas mãos apertaram a madeira sentindo o abraço apertado de Mamoru, seu corpo intensamente colado ao seu e gemeu ao sentir aquilo entrar dentro de si, era vergonhoso mesmo só sendo as estrelas que observavam, conseguia ouvir vozes ao longe e os grilos cantar, tentava controlar seus gemidos de prazer a cada estocada e ao mesmo tempo Mamoru o masturbava fazendo o levar ao delírio.
Enfim chegou ao ápice e exausto deslizou pelo tronco até chegar ao chão coberto de ervilhas e folhas caídas da arvore, o vampiro  sentou-se ao seu lado ajeitando a Yutaka que vestia, roçou o seu nariz no pescoço de Kaoru que lhe afagou os cabelos negros que cada vez mais estava ciente dos sentimentos que afloravam dentro de si, não era somente atração…

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