5.5.16

Tulipa Vermelha Capitulo 17 Parte 1 por Rima-san


Capitulo 17
As memorias de uma maldição
Parte 1

Pela manhã sua cabeça doía, levantou-se e foi comer alguma coisa deixando Mamoru a dormir, acabou tomando um comprimido para as dores de cabeça e tornou a deitar-se foi então que Mamoru apercebeu-se do movimento.
_Estás te sentindo melhor?_  Sussurrou baixo vendo a claridade do dia entrar pelas frechas da janela.
_Mais ou menos…_ Suspirou aconchegando-se a ele.
_Tiveste um pesadelo essa noite? Pareceu que falas-te em teu pai…_ Mas Kaoru permaneceu em silencio durante algum tempo.

_Não lembro… eu já não tenho pai faz muito tempo…_ Suspirou puxando pela camisa de Mamoru._ Meu pai saiu de casa quando eu tinha oito anos e nunca mais o vi….
_Qual o motivo?_ Mamoru parecia interessado e seus olhos reluziam no escuro.
_Não sei bem… apenas me lembro de dizer que não gostava da minha mãe e de… nunca ter querido ter um filho como eu…_ Sempre se entristecia ao falar disso, sua relação com o seu pai nunca fora de muita proximidade mas ainda assim guardava boas recordações que se dissolviam com os berros daquele homem dizem de odiava seu próprio filho.
_E tua mãe nunca te explicou o motivo?_ Mamoru estava curioso, aos poucos descobria um pouco sobre aquele humano que amava e desvendava que também ele tinha sua dose de sofrimento.
_Nunca mais quis falar sobre o assunto…
_Porque não insistes sem saber?
_Ela já morreu faz cinco anos, dos seus lábios nada mais sairá…. Bem tanto faz._ Acariciou a fase fria do vampiro e perguntou._ E tu? Também tinhas uma família…
_Minha única família é meu irmão, nunca conheci mais nenhuma família._ Disse com desgosto._ Minha vida não tem nada de interessante se é isso que queres saber.._ E acabou virando-se de costas para Kaoru terminando a conversa.
Sua  vida não era interessante de se contar, pois não gostava de o fazer pois mesmo em humano vivia na mesma escuridão que sempre o acompanhou, igual a uma maldição.
O único que estivera sempre com ele fora Yusuke seu irmão mais velho, não chegara a conhecer seus pais, vivera toda a sua infância num orfanato  e no pouco que tinha vivera feliz, pois tinha seu irmão consigo, contudo as tragedias da vida não deixavam os dois irmão e a maior delas se instalou sobre eles.
Quando Yusuke enfim tinha idade para sair do orfanato e arranjar um emprego para se sustentar e sustentar seu irmão ficara doente, as freiras que tomavam conta deles deixaram o rapaz ficar no orfanato esperando as melhoras, mas com o tempo apenas ia piorando e acabaram por chamar um médico, o diagnóstico não podia ser pior, leucemia e a única coisa que lhes restava fazer era rezar para que o rapaz tivesse uma morte santa.
Mas Mamoru recusava-se a isso, não acreditava que seu irmão o abandonaria contudo ele estava cada vez mais fraco e num dia em que Yusuke ardia de febre um homem bem aparentado entrou pelo quarto e caminhou até junto da cama dele sua face pálida lhe sorria e arrancou o terço pendurado na cama.
_Não precisas de rezar mais, o teu sofrimento esta prestes a terminar._ Mamoru agarrou o braço do irmão e este sem forças entre abriu os lábios mas acabou não proferindo nada.
_Vai acabar sim! Por que ele vai ficar bom!_ O homem de cabelos cinza claros apenas sorriu e levou consigo o terço, Mamoru não entendia de todo o que aquele estranho tinha vindo fazer mas seu coração se angustiava cada vez mais.
Não demorou muitos dias a febre de Yusuke tinha baixado consideravelmente e mesmo débil tinha conseguido se levantar da cama apenas para comer ainda que pouco.
_Mamoru eu preciso de falar contigo._ Disse sério e sua voz suou cava.
_Diz meu irmão._ Mamoru sentou-se no fundo da cama escutando Yusuke.
_Eu vou ter que partir Mamoru…. Não sei quanto o tempo mas… vou ter que te deixar sozinho._ Os olhos de Mamoru ficaram rasos de agua e apertou as mãos do irmão sentido todos os ossos existentes em casa dedo.
_Mas vais voltar? Não estás dizendo isso porque achas que vais morrer, pois não?
_Não Mamoru… eu vou voltar prometo._ Mamoru o abraçou aliviado pensando que as tristezas estaria a desvanecer.
_Então eu aguento o tempo que for preciso… aguento á espero de te ver outra vez meu irmão._ Yusuke lhe sorriu deixando o abraço se prolongar, mas o abraço tornara-se apenas uma memoria.
No dia seguinte Mamoru encontrou a cama do seu irmão vazia tudo o que lhe puderam dizer era que ele tinha morrido, na altura Mamoru tinha quinze anos e o pouco que tinha acabara de perder.
Um novo ciclo amaldiçoado apenas estava a começar.

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