24.5.16

Tulipa Vermelha Capitulo 19 por Rima-san


Tulipa Vermelha
Capitulo 19
Memorias de uma maldição
Parte 3

        Os dois dias tinham-se passado e Mamoru não tinha de todo tomado uma decisão apenas queria estar com o seu irmão, mas toda a ideia de uma vida não humana assustava-o, tinha criado um afinco pelo orfanato e até gostava de brincar com as crianças, agora via-se a mudar repentinamente seus ideias.
O dia tinha chegado e estremeceu ao ver seu irmão aparecer silenciosamente no seu quarto, seus olhos não transmitiam qualquer expressão e Mamoru mais se perdia em pensamentos.

_Vim-te buscar Mamoru.
_Como me podes vir buscar se eu não sei o que quero?_ Sentou-se na cama e puxou os cabelos negros._ Eu estou satisfeito com a vida que tenho.
_Mas eu sinto tanto a tua falta! Tu não sentes a minha?_  Yusuke mostrou-se mais terno._ Sempre estives-te ao meu lado mesmo nos momentos críticos, eu também quero estar ao teu lado.
_Depois de tanto tempo?_ Mamoru inquiriu fitando-o.
_Não era para ser assim…. Juro, mas eu demorei algum tempo a recuperar-me, Mamoru tu não tens nada que te prenda aqui, eu sou a única família que tens._ Sentou-se ao lado dele continuando o seu discurso._ Podes confiar em mim._ Segurou-lhe a mão e Mamoru estremeceu com o toque frio, ficou um tempo sem dizer nada, encarando os seus pés como se decifrasse a resposta para lhe dar.
_Eu não posso sair daqui do nada, eu vivo em divida com esse orfanato.
_Não tens que te preocupar,  Hiromi-sama já falou com os responsáveis, oferecerá uma quantia razoável em dinheiro, ele sabe a divida que temos com este orfanato e é uma forma de agradecer e ajuda-los.
_isso é como se estivessem comprando-me!_ Mamoru levantou-se injuriado.
_Não é nada é apenas uma forma de agradecimento, puxa se fosse para de comprar já tinhas saído daqui sem refilar._ Yusuke levantou um pouco mais a voz e Mamoru entendeu a onde ele queria chegar._ É difícil entender que independentemente da forma eu quero estar contigo?
_Eu também quero._ Admitiu baixinho._ Mas eu tenho medo.
_Não tens que ter._ Yusuke levantou-se e abraçou o irmão._ Vais ter uma vida feliz a partir de agora, prometo.
Se teria um feliz ou não era uma incógnita e crente na promessa do irmão Mamoru aceitou a oferta, Hiromi não podia estar mais satisfeito de ter mais um servo ao seu dispor depois de ter perdido tantos na  ultima guerra.
Passado três dias Mamoru se mudou, foi o tempo que lhe deram para arrumar todos os seus pertencem e se despedir das pessoas que gostava, isso se tivesse alguma e á tardinha Hiromi e Mamoru o vieram buscar.
Não esperava ter uma casa tão grande á sua espera e todo aquele ambiente de realeza o deixava sem jeito, ao jantar nem sabia o talher que usar, disseram-lhe para aproveitar bem pois seria a ultima vez que iria saborear os alimentos daquele jeito.
_Mamoru-kun não quero passar essa noite sem fazer o ritual para te tornares meu servo em definitivo, imagino que não tenhas nada contra._ Hiromi avançou e Mamoru engoliu a saliva ainda com o sabor doce.
_Não senhor…
_Então acompanha-me._ Os dois levantara-se e Yusuke fez o mesmo.
_Deixe-me acompanha-lo Hiromi-sama._ Yusuke fez uma pequena reverencia ao fazer o pedido.
_Yusuke, fica na companhia de Miyo se te estou a negar esse pedido é porque é o melhor para ti._ Yusuke calou-se e voltou-se a sentar na mesa, a menina de cabelos loiros apenas observava e ainda comia duque havia na mesa.
        Mamoru mais receio tinha ainda assim seguiu aquele homem de cabelos prateados, entraram num grande quarto e pediu Mamoru relaxar um pouco e se sentar no luxuoso sofá de veludo vermelho.
_ Este é o meu quarto, normalmente não deixo entrar ninguém aqui, mas é uma ocasião especial, será a primeira e ultima vez que entraras aqui, então aproveita o momento._ Suas mãos subiam a manga da camisa de Mamoru deixando a pele á vista aquelas veias salientas repletas de sangue._ Esperei imenso por este momento, saboreia-o do mesmo jeito que eu._ Sorriu-lhe e deixou suas presas á mostra, Mamoru teve vontade de fugir, mas era tarde demais, o homem á sua frente cravara com afico aqueles dentes afiados em seu braço, teve vontade de gritar ao sentir dor, via o sangue verter e a dor diminuir cada vez mais, da mesma forma que os seus sentidos pareciam adormecer.
_Não adormeças agora._ Deu-lhe uma chapada no rosto e Mamoru sentiu um liquido invadir sua boca, sem questionar-se engoliu até desejar mais._ Bom menino, continua a beber._ E quando os seus sentidos redobraram percebeu o pulso de Hiromi bem perto á sua boca e o sangue deslizando pela mão ao encontro da sua mão, parecia enlouquecer com  aquela visão sanguinária e todo o seu corpo ardia desesperado.

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