29.5.16

Tulipa Vermelha Capitulo 20 por Rima-san


Capitulo 20
Memorias de um maldição
Parte 4

             Passou dias trancado num quarto que mais parecia uma masmorra até começar a autocontrolar-se, Mamoru não soube dizer os dias mas mais de um mês com toda a certeza se tinha passado acorrentado como se tratasse de um animal e só via alguém para lhe ir levar comida, mas nesse período de tempo nunca pôs a vista em cima do seu irmão.
            Quando enfim alcançou a liberdade para andar naquela casa conforme quisesse tudo lhe parecia estranho, o dia se tinha tornado a noite e a noite em dia conseguia sentir a respiração das pessoas mesmo a uma longa distancia e até o pequeno ruido de um rato conseguia ouvir á distância, mas Mamoru tentava ignorar esses factos e tentar descobrir algo sobre a sua vida vampiresca.

_ Finalmente posso estar contigo._ Yusuke comentou sentando na varanda de madeira, a lua já ia alta.
_ Nem sei quanto tempo se passou, porque nunca me foste ver? Não tiveste coragem de me ver ser tratado igual a um cão?_ Mamoru perguntou injuriado balançando as pernas, a sensação de estar vivo e livre era ótima.
_Tens razão, não tive coragem eu já passei pelo mesmo e demorei muito mais tempo a recuperar a consciência, vivi o inferno por isso não queria recorda-lo, me desculpa…_ Yusuke pousou a mão dele sobre a de Mamoru._ Eu fiquei sofrendo só de imaginar o que estavas a passar.
_Eu sei bem que sim._ Mamoru lhe sorriu e inconstou-se ao irmão comtemplando as estrelas._ E esta vida não parece má de toda._ Tinha ganas de abraçar o irmão mas controlou-se, afinal não eram mais duas crianças e nesse momento uma menina vestida com uma yukata e avental passou apressada com um cesto de madeira. _ Essa menina ela…
_É uma das empregadas de Hiromi-sama, mas se o que ti estás pensando ela não é como nós não… é uma mera humana._ Mamoru ouvia a explicação de Yusuke atento e ainda assim olhava corpo feminino desaparecer do seu campo de visão ainda se lembrando dos cabelos cor de mel tão longos que pareciam de uma fada, o seu aroma permaneceu no ar por breves instantes e Mamoru a desejou ainda que não entendesse os desejos do seu intimo.
Passou aquela noite com o seu irmão e quando o dia começou a nascer não quis ir para o seu quarto ainda que fosse um belo quarto espaçoso e luxuoso, pediu a Yusuke para passar o dia com ele e os dois dormiram juntos como faziam no orfanato e quando a noite caiu novamente os vampiros voltaram a acordar.
A noite era infinitamente longa ao ponto de Mamoru não saber o que fazer, num momento em que se encontrava sozinho, meteu-se á aventura de descobrir os jardins daquela casa e descobriu duas das meninas daquela casa, Miyo com quem já tinha tido oportunidade de conversar e aquela menina de cabelos cor de mel, a bela humana que lhe despertara interesse.
Quando Miyo afastou-se Mamoru tentou aproximar-se mas logo a rapariga o detetou.
_Boa noite, senhor novo inquilino._ A menina saudou agora com a cesta coberta de flores.
_Boa noite…_ Coçou a cabeça desajeitadamente._ Eu sou novo aqui… então prazer em conhecer!
_Chamo-me Yuripe mas todos me chamam de Yuri._ A menina de novo mostrou aquele sorriso delicado que encantava até a mais fria pessoa.
_Me chamo Mamoru._ Deu dois passos e a menina prosseguiu ao seu lado.
_Já ouvi falar de ti, és irmão de Yusuke-san, aqui são todas boas pessoas._ Os dois caminhavam lado a lado e Mamoru não sabia o que dizer.
_Mas… tu sabes o que nós somos?_ Inquiriu engolindo a seco.
_Sei o suficiente….. sei que não são humanos como eu…. Mais parecem anjos do jeito que são._ Riu e deixou cair uma flor, vergou-se e apanhou._ Sempre vos admirei._ Estendo a flor para Mamoru que a segurou entre os dedos._ Agora tenho que voltar ao trabalho, vemo-nos por ai._ Yuri piscou-lhe o olho e caminhou apressada.
Mamoru ficou olhando a flor e voltou a varanda onde se sentou, não tardou a vela do lado de dentro da janela entretida a fazer algum arranjo floral, não se sentia um anjo muito pelo contrario sentia-se péssimo e sentia aquelas presas rasgarem-lhe o próprio lado no fundo ainda tinha medo de não saber controlar sua sede, ainda bem que tinha Hiromi por perto nessas horas que lhe dava algum tipo de poção magica que fazia desaparecer a dor que sentia no peito.

Tudo era tão obscuro, ainda bem que continuavam a existir estrelas no céu.

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