24.5.17

Devalli Demons Capítulo 37 por Golden Moon


Capítulo 37

         Eu senti a impaciência das mãos do Dylan quando este me agarrou pela cintura, beijando-me sem muita discrição. Seus pés se moviam como se tivessem vida própria, ainda enquanto me beijava, empurrando-me para o sofá vermelho no canto da sala. Minhas pernas se chocaram sobre o assento e quando percebi Dylan já estava acima de mim, apertando meu tronco contra o seu, como se quisesse que eu sentisse sua ereção roçar sobre a minha bermuda – ou essa realmente era a sua intenção? Naquele momento, deixando-me levar pelos seus beijos sobre todo o meu rosto, descendo sobre o pescoço, compreendi que ele utilizava sua maldição em mim mesmo sem perceber. Eu realmente perdia os sentidos e, por completo, a minha razão.


      Os botões da minha bermuda foram abertos por suas mãos urgentes, e Dylan abandonou minha boca, partindo para a virilha. Antes que eu percebesse, a minha bermuda já tinha sido arrancada fora e Dylan dava-me prazer utilizando sua boca de forma rápida, como se eu fosse escapulir de seus movimentos a qualquer momento. Eu me segurava sobre o braço do sofá, mexendo minhas pernas convulsivamente, até que eu agarrei seus cabelos, implorando-lhe para que não parasse, para que continuasse indo e voltando, até que eu desfalecesse sobre o acolchoado vermelho do sofá, esquecendo-me por completo dos problemas que me assombravam lá fora.

Quando parou, olhou bem em meus olhos, trincando o lábio, não disse uma palavra sequer. Ajudou-me a tirar a blusa e depois se despiu por completo. Dylan me beijou novamente, então dois de seus dedos se encaixaram em minha boca e molhei-os por inteiro com a língua. Eu queria apenas lhe dar prazer e senti-lo em toda sua força, não interessava como, onde... Nem me interessava os porquês.

Assim que seus dedos se desprenderam dos meus lábios, ele me distraiu com um beijo, enquanto um dedo seu molhado pela minha própria saliva penetrava em mim, devagarzinho. Naquele momento, eu não consegui evitar soltar um gemido, remexendo a cintura, enquanto Dylan continuava seus movimentos. Senti o outro dedo se introduzir e meu gemido se tornou ainda mais intenso. Enquanto continuava o movimento com seus dedos, ele me beijou novamente, como se pedisse que eu me acalmasse. Respondi o beijo, agarrando-me forte ao seu pescoço, ciente que poderia confiar minha própria vida a ele.

Minhas pernas, como se tivessem vida própria, encaixaram-se em sua cintura e Dylan inclinou-se sobre mim; ora beijando-me, ora mordendo-me os lábios delicadamente. Agarrou minha cintura com toda força e de repente eu senti sua penetração lenta, quase hesitante dentro de mim. Minhas mãos se apertaram à suas costas, quase inconscientemente e eu fechei os olhos, mordendo os lábios, um tanto tenso com a situação. Ele iniciou seus movimentos calmamente, compreendendo minha tensão... Porém, eu estava adorando sentir o movimento lento do seu corpo acima do meu e seus dedos a brincarem sobre as minhas pernas.

O ranger dos pés do sofá se misturavam aos sons do nosso sexo calmo, sem muita pressa. Naquele momento, eu estava completamente entregue a ele. Mesmo que ele dissesse que poderia ser perigoso estar tão submisso a ele, eu, definitivamente, gostava daquilo. Mesmo que fosse a primeira vez que fazíamos amor daquele jeito e eu sentisse certo desconforto de inicio, o prazer começava a se estender da minha cabeça, formigando na minha cintura e jorrando suor por todo o meu corpo. Eu me inebriava em seu cheiro, nos nossos odores misturados e os gemidos sôfregos.

Dylan desabou sobre mim, cansado, tentando recuperar o fôlego, assim como eu também estava. Abraçou-me, encaixando todo seu corpo sobre o meu, afundou sua cabeça suada em meu ombro.

– Eu te amo, Will... Tanto. – disse, ainda arfando.

– Eu também te amo, Dylan. – um sorriso idiota insurgia em meu rosto e eu não sabia se era por ouvir sua declaração ou pelo momento que vivíamos.

Sentia meu corpo mole e Dylan ainda recostou sua cabeça sobre meu ombro, e quando pousei minha mão sobre seu peito, senti a respiração fraca e ritmada dele. Os fios dos cabelos muito escuros do Dylan batiam em meu queixo e eu também não resisti a cheirá-los o máximo que podia, roçando o nariz sobre os fios.

– Tudo bem com você? – perguntou, em uma voz manhosa.

– Sim... – balancei a cabeça, assegurando-o da minha afirmação.

Senti os braços dele apertarem a minha cintura e, como era de seu costume, ele fungou o nariz em meu pescoço, inebriando-se em meu cheiro.

– Queime todas as nossas cartas, Will. – ele me disse aquilo ainda com o rosto enterrado em meu pescoço.

Ao escutar aquela afirmação, minha primeira reação foi arregalar os olhos, assustado por aquelas palavras tão repentinas. Porém, Dylan se posicionou acima do meu corpo, cercando-me entre seus braços e me deu um beijo breve.

– Não quero te arriscar mais. Assim que receber uma carta minha, destrua-a logo depois de ler.

Assenti, balançando a cabeça novamente. Então, me lembrei do inicio da tarde, quando Kuroh quase foi descoberto pelo caseiro.

– Hoje o caseiro viu o Kuroh entrar em meu quarto, ele se escondeu embaixo da cama, pois Milan veio até o meu quarto perguntar se algum bicho entrou lá.

Rimos juntos daquela situação, mas logo Dylan apresentava o rosto lívido, enquanto acariciava os meus cabelos, provavelmente, aquele fato afetaria nossa comunicação por bilhetes.

– Então vou te mandar recados apenas à noite. Kuroh vai se camuflar melhor.

– Certo.

Dylan agarrou a minha cintura novamente e me beijou. Eu não tinha noção alguma de tempo, se eu soubesse, talvez, tivesse que me apartar dele. Beijamo-nos como se fosse o nosso ultimo beijo e não apenas as nossas bocas se entregavam por inteiro, nossos corpos seguiam os instintos e se acariciavam entre si, no atrito das pernas, minhas mãos a apertarem suas costas, arranhando-as. Nossa razão se perdia completamente ali, naquele sofá acolchoado vermelho.

Até que paramos, cansados, cientes de que havia uma realidade que precisava de um retorno. Levantamos e eu peguei as minhas roupas com rapidez, em uma destreza de um ladrão fugindo da cena do crime. Na parede, bem acima do sofá, o relógio indicava três horas e quarenta e cinco minutos, o que era relativamente cedo. Enquanto me vestia, perguntava-me como eu deveria me comportar à noite depois de todo o acontecido.

Quando voltei ao Dylan, este só trajava a parte de baixo:

 – Você espera eu vestir algo mais decente antes de te levar pra casa? Não vai demorar.

 – Claro, Dyl. Fica tranquilo.

Saímos da biblioteca e, mesmo que Dylan insistisse para que eu me banhasse ou o esperasse no quarto, eu apenas lavei o rosto no banheiro e quis esperá-lo na sala. Acho que não aguentaria ficar quieto e sozinho em seu quarto enquanto sabia que ele se trocava ou se banhava no banheiro. Além de que eu poderia tomar um banho em casa e trocar adequadamente de roupa.

Entretanto, assim que pus os pés não ultimo degrau da escada, me arrependi de não ter ficado no quarto. A porta da frente se abriu, discreta e logo a figura imponente do Louis surgiu na claridade branca do sol e eu não pude evitar o susto, arregalando os olhos de imediato.
Atrás dele, vinha um garoto de cabelos castanhos escuros que pediam até seu ombro, os olhos cor de mel e o porte nobre não me deixavam dúvidas: aquele rapaz era irmão mais novo do Louis. Pelo seu tamanho e as feições mais joviais, parecia ter a minha idade ou menos.

Para ainda mais surpresa, ele sorriu, assim que vislumbrou o meu rosto e eu poderia acreditar que ele era mais simpático que o seu irmão.

2 comentários:

  1. Finalmente aquele momentinho que tanto aguardava *-*
    Lindo!
    Esse irmãozinho do Louis me deixou curiosa, é ele que vai frequentar a mesma escola do Willian?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim kkkkk Os dois estavam sofrendo muito, mas as coisas vão melhorar um pouquinho :p

      Lippe vai ser colega de William, sim *♡* Tô curiosa pra saber o que você vai achar dele!

      Excluir

Oi! (◍•ᴗ•◍)
Veio comentar?
Cada autor desse blog recebe um imenso incentivo a cada comentário.
(Comentários anônimos também são bem vindos ^^")
Agradecemos sua opinião! ٩(๑•◡•๑)۶
Mas, se for apenas comentar sobre erros de gramática, isso é dispensável.

Siga-nos no Facebook

o
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...