21.5.17

Linden Twins ♫ ♬ Capítulo 38 por Mel Kiryu


Capítulo 38

    Quando sentiu as mãos de Huang deslizando lânguidas por suas costas, se arrepiou e o apertou involuntariamente, foi nesse momento que os lábios dele deslizaram com lascívia em seu pescoço.
__Huang...
__Gosto do aroma da tua pele...
    As mãos de Huang eram vigorosas ao acariciarem e espelhavam um desejo que instigava a pele, contaminava os poros desavisados de seu irmão.
__O que você... Huang...
__Hum... Sua voz...

    Jiang retesou-se tenso, apesar de desarmado com o vestígio de excitação disforme. Tentava de desvencilhar e não conseguia, até que Huang subiu com os lábios mordiscando seu queixo e cobriu sua boca com um beijo puramente febril.
    Não um beijo que tinha começado como uma pequena centelha crescente, mas um beijo que já era por si só uma violação farta de saliva.
    As unhas de Jiang entraram nas costas de Huang na medida desesperada de seu desejo de fuga.
__Já chega... Me solta, Huang...
    A súplica escorregou de seus lábios nem bem aquele beijo se findou.
__O que?...__Huang riu baixinho, tinha uma das mãos apertando deliciosamente uma das nádegas  de Jiang.__ Já pensou se você sai do quarto... e o nosso pai dá de cara com esse ereção?
    Só em imaginar, Jiang trincou os dentes aturdido, seu rosto queimava. Não tinha como explicar ao seu pai o que um inocente abraço vindo de sua parte tinha se transformado num profano ato de incesto pelos desejos de Huang...
__Você deve saber, irmãozinho... Só tem um jeito de sossegar sua excitação.
    Tendo o dito, a mão de Huang vagou de sua nádega macia para sua ereção se debatendo dentro da calça.
     Jiang pensou em fugir daquele quarto, mas tinha medo.
    Um medo horrível que descobrissem como seu irmão o tocava descaradamente e o pior de tudo, descobrissem sua total falta de reação, que parecia assentir que Huang fosse em frente com seu intento, seu frêmito sexual.
__Huang... Não precisamos fazer isso...
    O sussurro de Jiang veio seguido de um gemido inevitável, ao sentir a mão de Huang puxando seu pênis, subindo e descendo em carícias, massageando a glande com seu dedão.
__Tarde demais, Jiang...
    Huang tornou a tomar sua boca num beijo ainda mais demorado, Jiang relutava e cedia, brigava consigo mesmo, mas acabava gemendo ainda mais.
    Então, fechou mais uma vez os olhos, quem sabe assim aquilo terminaria mais rápido...
      Mas, não.
     De olhos fechados sentia tudo de forma mais intensa, não conseguia desligar sua mente das carícias, do beijo que o deixava exausto pela batalha que travava consigo mesmo, do pênis de Huang sendo esfregado contra seu corpo.
     Resignado, Jiang deixou aquilo ir em frente até seu corpo se satisfazer com aquelas carícias.
     Mas, não era a resignação de quem simplesmente aceitava.
     Era tristonha, era torturante.
     Os gemidos de Huang mesclados a sua respiração nunca mais sairiam de sua cabeça.
     Um irmão experimentou o ápice após o outro e Huang puxou a tolha molhada na beira da cama para se limparem.
     Jiang levantou-se mecanicamente da cama e tirou com os dedos dormentes a porta que prendia a maçaneta.
__Ei, Jiang...
    Olhou por mero impulso ao ouvir seu nome e fitou vagamente Huang deitado preguiçosamente na cama, a lhe sorrir seu sorriso mais tenro.
__Não queria uma partitura?__ Huang perguntou, divertido.
__Não quero mais nada que venha de você.
    A voz de Jiang estava surpreendentemente frígida, parecia um golpe de fivelada na pele. Saiu do quarto e encarou o corredor vazio, não tinha ninguém por perto, nem seu pai ou a empregada.
   Desse modo, Jiang se fechou em seu quarto.
   Tomado por um horrendo vazio.
 
     Mal entrou em seu quarto, Jiang sentou-se no chão, perto da cama.
     Percebendo que o vazio que sentia também era imensamente pesado.
     Tendo os olhos insuportavelmente secos quando o que queria era chorar.
     Quando seus braços se cruzaram a tocar seu próprio corpo, era como se o que tinha feito com Huang continuasse em sua mente.
      Por que tentava acreditar nele? Toda vez que tentavam fazer uma trégua, Huang traia esse propósito.
      E a prova ainda mais contundente, foi quando alguns minutos depois, seu pai bateu na porta.
     Jiang fez um grande esforço para abandonar o chão e atendeu a porta.
__Sim, pai?
__Jiang, é verdade que entrou no quarto do Huang quando ele estava no banho e ficou mexendo nos pertences dele sem pedir?
     E a voz de seu pai era previamente dura.
__Eu só queria uma partitura! O Huang foi se queixar com o senhor?
    Não pode evitar de erguer a voz, estava em pedaço e não podia dizer a razão.
__Jiang! E por que não pediu ao seu irmão? Sabe como ele é, aliás... Você também é assim! Um não pode entrar no quarto do outro sem permissão!
__Pai! O senhor sabe perfeitamente que Huang não me empresta coisa alguma! Como pode estar do lado dele? Daquele... Daquele!...
    O lábio de Jiang tremeu.
   "Não... Não posso chorar agora... Não na frente do meu pai... O que eu vou dizer?... Se eu contar... Sei que Huang vai fazer parecer que a culpa foi minha..."
    E para tentar abortar o pranto, Jiang gritou o mais estridente que podia.
__ISSO NÃO IMPORTA MAIS! EU ODEIO MEU IRMÃO!
    Seu pai quase gritou de volta, Jiang o espiou pelo canto do olho.
   Em vez disso, Guzheng respirou fundo como nunca tinha respirado.
__Jiang, percebe o peso das suas palavras?__ Ainda que não berrasse, Guzheng tinha um falar extremamente severo.__ Considere-se de castigo, vai ficar o resto do dia em seu quarto.
__Mas... Eu ia sair com o Luciel...__Jiang relutou fracamente.
__Amanhã vai estar na escola com Luciel.__ Seu pai rebateu, elevando a voz por menos que quisesse.__ Hoje está proibido de sair, pense bem no que disse... Trate de refletir a sério o quanto está errado!
__Eu estou errado?!... Mas, o Huang!...
__Diga... O Huang fez alguma coisa?__ Guzheng inqueriu prestes a fechar a porta.
    Jiang tornou-se cabisbaixo, abortando seu ímpeto.
__Não... Nada...
    Seu pai meneou com a cabeça e fechou a porta.
    Jiang compreendeu que ao dizer para Huang: "Não quero mais nada que venha de você"... Tinha extinguido a suposta trégua entre os dois.
    Mas, já sabia o que aconteceria se aceitasse levar a partitura.
    Aceitar a partitura implicava em aceitar ser beijado e tocado por Huang.
    Jiang encostou-se contra a parede fria e seu rosto se franziu dolorosamente.
   

4 comentários:

  1. Deixa eu dizer uma coisinha: Eu adoro um incesto entre gêmeos *_* Mas.. Poxa, Huang, que mancada com o irmão! Fez o que quis depois foi se fazer de vítima para o pai.. Jiang realmente tem razão pra sentir raiva dele. :[






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    Respostas
    1. Eu entendo sua indignação com o Huang, mas ele é uma figura difícil... Por outro lado, Jiang podia ter tentado contar o que houve ao pai, mas ele desistiu antes mesmo de pensar em tentar e ficou em seu quarto o dia inteiro remoendo o assédio... Só foi contar para o Luciel no dia seguinte.

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    2. Percebi ahushu Mas senti muito pelo Jiang... A vergonha pelo que passou foi bem intensa. Acho que seria bem assustador para o pai, afinal de contas eles são gêmeos. O.O
      Ele contou para o Lu? Imagino a reação kkkkk

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    3. seria assustador para o pai, mas pelo menos Jiang se safava do castigo e ainda "desmascarava"(?) o irmão...
      Contou, porque acho que o Jiang explodia se não contasse!
      Pô... Eu devia escrever um capítulo para mostrar a reação do Lu, né? Ah, vou anotar isso para não esquecer!

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