8.7.17

Ghost Memory Capítulo 4 por C.C


Capitulo 4

Mal chegou a casa atirou-se automaticamente para a cama. Pouco importava se amarrotava o fato, o peso sobre os seus ombros pressionava-o para baixo como se carregasse um pedregulho às costas.
Um suspiro audível ecoou pela divisão. Este era um dos momentos em que teria de controlar os seus impulsos mais sombrios e já começava a fazer-se notar o seu nervosismo pois uma das suas mãos passara a tremer enquanto apertava a almofada ao seu lado.

Após um novo suspiro, desta vez mais carregado, um barulho faz-se ouvir vindo da cozinha. Mesmo que noutras circunstâncias pudesse acreditar que que não passava de imaginação sua, com todos os seus sentidos em alerta instintivamente era difícil ignorar por menor que fosse o som.
De inicio não reparara em nada fora do normal. Devia estar a ser consciente demais. Mas quando voltou ao quarto algo chamou a sua atenção. A faca de caça que à anos mantinha escondida encontrava-se em cima da mesa de cabeceira assombrando o lugar.
Alguma coisa de muito errado se estava a passar. Era impossível a faca estar ali. Apenas ele sabia da sua existência e como tal do respetivo esconderijo e tinha plena consciência de que não estava bêbado a ponto de a ir "desenterrar".
- Quem está aí?
Parecia uma fala cliché mas naquele momento não lhe ocorreu mais nada por muito que soasse estúpido gritar para o ar.
Foi então que tudo mudou. Por um milésimo de segundo as luzes de toda a casa apagaram-se e quando olhou para o lado a faca havia desaparecido novamente.
- Para um criminoso estás cheio de aberturas.
Mais que depressa o seu olhar volta-se para o cadeirão no outro canto do quarto.
Um rapaz encontrava-se literalmente recostado no sofá a balançar a faca de uma mão para o outra. E não era um rapaz qualquer, era o mesmo rapaz do cemitério, aquele que supostamente estava morto.
- Não precisas de olhar assim para mim, até me deixas envergonhado.
  - Qu...
- Nem tentes perguntar quem sou ou como entrei aqui porque tenho a certeza que o teu nível de inteligência não é tão baixo quanto isso.
Não saía um único som da sua boca. Por muito que quisesse refotar a verdade é que ele era igual à pessoa que matara no passado.
                                                                    ***
Para dizer a verdade não fazia ideia do porquê de estar a seguir aquele rapaz como se fosse um perseguidor qualquer. Desde que chamara a sua atenção que já tinha ido atrás dele até casa dos pais, da namorada e à loja de conveniência. Uma rotina do mais comum possível.
Custava crer que alguém assim despertara a sua curiosidade mas raramente os seus instintos se enganavam por isso optou por investigar um pouco mais. Rapidamente passou a controlar por completo a vida daquela pessoa. Contatos, rotinas, manias, o verdadeiro trabalho de um investigador nato. Claro que isso incluía descobrir coisas menos comuns como por exemplo as intenções de terminar com a namorada, namorada esta que desentendera os sinais e achava que seria pedida em casamento.
Nunca antes passara tanto tempo atrás de alguém. Normalmente perdia o interesse ou matava após uma leve investigação.
Talvez o que o cativasse fosse a relação com a família que nunca teve e que aquele individuo parecia priorizar acima de tudo. Se os seus pais não tivessem sido brutalmente assassinados será que um dia poderia ter sido assim?
Fosse como fosse a realidade não podia ser mudada e mesmo que não houvesse nada de errado com o rapaz o seu sangue fervia na expectativa de o matar.
***
Sentou-se na beira da cama cansado de pensar em algo que pudesse explicar a situação de forma razoável.
- Eu disse que estavas a ser assombrado.

3 comentários:

  1. Eu juro que fiquei sem entender... O rapaz sumiu, enfim? Kkk

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  2. Esse rapazinho quer acabar com a sanidade mental de alguém o.O

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  3. É só uma brincadeira vingativa >.o

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