13.8.17

Devalli Demons Capítulo 50 por Golden Moon


Capítulo 50

Involuntariamente, meus braços agarraram Philippe e ele se atou em meu corpo, procurando segurança em meu abraço. Eu ouvi um soluço e me toquei que Philippe estava chorando.

– O que vamos dizer aos outros? – disse, ponderando cada palavra que dizia – Vão sentir falta dele.

– Vamos esperar aqui, talvez ele volte logo.

Philippe foi se desatando dos meus braços, mas seu gesto lento me dizia que ele não queria se apartar de mim. Olhei em seu semblante, as lágrimas ainda surgiam nos olhos e em nenhum momento ele as enxugou. Deixou que elas rolassem livre por se rosto, molhando-o por completo.



Eu observei a floresta e uma silhueta escura apareceu dentre as nuvens iluminadas pela luz da lua e logo reconheci que era Kuroh. Philippe também percebeu a presença dele a rondar a floresta e pude ouvir um suspiro quase imperceptível escapar de sua boca, como se estivesse aliviado.

– Dylan, está com ele. Então, tudo bem. – ele olhava a floresta e eu percebi que as lagrimas começavam a sumir.

– Um prodígio é tão forte assim? – divaguei, mas não pretendia receber uma resposta de Philippe.

– Pode ter certeza que sim. – a voz de Philippe estava tão rígida que se assemelhava ainda mais ao seu irmão. Ele estava extremamente sério, observando a floresta, durante os minutos que se passaram ali.

Ninguém da minha família apareceu, o que estranhei, pois eles sempre eram muito curiosos. Continuei junto a Philippe até que um vulto estranho insurgiu na varando, gerando uma reação inquieta instantânea em meu corpo.

– Sentiram minha falta? – a voz suave de Louis surgiu atrás de nós dois e, instantaneamente, Philippe se virou.

Como uma criança pequena e desamparada, ele avançou contra o irmão e abraçou-o forte, escondendo o rosto nos cabelos longos de Louis que agora estavam soltos.

– Eu não posso sair um instante que você já chora igual criancinha? – sua piada parecia maliciosa, mas ele acariciou os cabelos de Philippe, beijando a testa dele logo depois. Manteve os lábios perto dos cabelos dele, e eu sabia que havia algum segredo trespassando sua voz. Philippe aquiesceu ainda abraçado ao irmão, mas logo se desatou dele.

– Não demoraram... – disse Philippe, sem se importar a brincadeira do outro.

 – Com Dylan do meu lado em um segundo se resolve.

– Eram quantos? – resolvi perguntar-lhe e Louis me observou franzindo a testa, como se não quisesse responder.

– Dois, mas conseguimos espantar sem muitos problemas – enquanto falava, ele amarrou a fita sobre o cabelo, deixando-o exatamente como estavam antes.

Milhões de perguntas se formavam em minha cabeça, às vezes eu sentia vontades insanas de saber tudo o que acontecia naquelas situações. Porém, eu seria apenas mais um fardo que alguém teria de cuidar. Quando dei um passo para frente, a fim de começar minhas perguntas, de repente, Louis virou a cabeça para o lado e eu percebi uma silhueta silenciosa nos alcançar, de fininho. Quando observei melhor, era minha tia, com seu olhar questionador e a pose de senhora educada.

– O que fazem aqui, meninos? Estamos esperando por vocês na sala. – a fala dela era doce e seu olhar dirigia-se apenas a Louis, como se somente ele estivesse na varanda.

– Viemos só tomar um ar fresco, Sra. Seymour – respondeu Louis, apertando os olhos, cinicamente.

Olhei para Philippe, percebi que este mordia o lábio inferior e seu rosto parecia não ousar olhar para Lilian. Seu ciúme estava mais do que exposto em seu rosto.

– Venham, pois...

– Senhora!  

Uma voz afobada surgiu vinda da entrada da varanda e logo a figura de Jenny surgiu no canto onde estávamos a conversar. Ela parou a poucos metros de sua ama, que continuou impassível em sua posição, respirando fundo.. Imagino eu para manter a compostura na frente de Louis.

– O Gilbert, ele...– Jenny ofegou, as mãos tremulas apertavam os babados de seu vestido.

Eu e os rapazes nos observamos, sabendo exatamente o que acontecia lá dentro.

– Eu já vou.

Ela virou-se lentamente, como se pouco se importasse com a situação. Eu e os rapazes seguimos atrás, porém, quando pouco antes de alcançarmos perto de alcançar a entrada, Louis segurou o meu braço, deixando que Lilian seguisse longe de nós.

– Você já sabe o que é, certo?

– Sim, eu sei. – suspirei, um pouco já cansado de tudo aquilo.

– Vá até lá e dê uma olhada no semblante da criança. – disse ele, calmamente.

– Se a Lizzy já não tiver feito isso.

– Não sei se Elizabeth iria, pode ser uma abertura para ele. – Louis se encostou a pilastra e sua voz era quase um murmúrio inaudível –  mas William é primo e pode se preocupar com o garotinho.

Louis piscou para mim e um sorriso torto se lado surgiu em sua face.

Eu não entendia o que eles queriam, mas balancei a cabeça e segui junto a eles para a sala. Os homens permaneciam sentados, tomando seu café, como se nada tivesse acontecido. Os irmãos D'Greece uniram-se a eles e eu segui para o corredor do quarto de Arthy, pronto para ver a ferinha e as senhoras.

Bati a porta do quarto e Jenny logo me atendeu. Seu rosto parecia completamente diferente da expressão afobada de antes e ela até me jogou um sorriso frouxo.

Quando a porta do quarto se abriu para me receber, a imagem que vi, foi inevitável uma expressão de surpresa: Elizabeth repousava sentada sobre a pequena cama de Arthur, Gilbert dormia como um anjinho em seu colo macio de moça jovem. Os olhos escuros da moça se debruçavam docemente sobre o menino, como se este fosse seu próprio filho.

Arthur permanecia ao lado dela, acariciando seus belos cachos. Tinha sérias duvidas se meu irmãozinho não estava apaixonado por ela.

Minha mãe e tia conversavam em um canto e Jasmim logo reparou em minha presença.

– Filho! Olha como a Sra. Lunghen tem jeito. – ela abriu um sorriso de orelha a orelha para Elizabeth que devolveu da mesma forma.

Lilian não parecia se incomodar, nem sentir ciúmes. Ela apenas observava a cena com aquela sua expressão indiferente de sempre, que eu odiava.

– O seu primo não parecia bem, Will. Coloquei-o no colo e ele melhorou.

Eu me aproximei de Elizabeth e ouvi a porta se fechar atrás de mim. Agachei-me aos pés dela e seu olhar recaiu em mim e seus lábios se curvaram, formando um sorriso misterioso. Ela queria me dizer algo, mas eu não conseguia decifrar. Naquele momento, eu sabia que havia algo a mais naquela historia.

6 comentários:

  1. Olha também achei que tem algo a mais nessa historia...
    E continuo a achar que esses dois irmaos nutrem sentimentos amorosos um pelo outro (ate o Louis se mostrou amoroso ♡♡♡)

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    1. Sim, e Will vai ficar bem frustrado por achar que as coisas seriam mais claras depois do Jantar.
      Ah, claro que eles se amam! Kkkkkk Louis é muito protetor com Lippe e este o observa como um verdadeiro pai haha
      São fofos ne?

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    2. Observa o como um pai? Eu já estava fazendo deles um casalinho (com incesto à mistura) kkkm

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    3. Kkkkkkk Eu também faço às vezes, Rima! Tamo juntas kkkk
      Mas é bem essa a posição que Philippe entrega a Louis e ele se encarrega disso k
      Ah, eu adoro um incesto rs

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  2. Olha, eu adoro estes irmãos... Mas, shippar, eu não shippo não. :p
    (Shippo o Louis comigo... Fazer o que...)

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    1. Eu te entendo, Mel kkkk Alguns personagens eu quero pegar pra mim também. *♡*

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