12.8.17

Hasu no Hana Capitulo 11 por Rima-san


Capitulo 11
A despedida 

        O domingo chegara depressa, Yasuhiko fora o primeiro a acordar, sentou-se na cama olhando o vazio daquele quarto, as malas de Kyoichi já estavam praticamente prontas para partir naquele dia á tarde, sentia-se triste, quando Kyoichi partisse aqueles dias apenas seriam lembrados como um bonito sonho.
      Não demorou muito a Kyoichi dar os primeiros sinal de estar acordado, depois de se mexer várias vezes esticou o braço em direção á mesinha de cabeceira e apanhou os óculos de aro fino, colocou no rosto e olhou na direção oposto, encontrou a bela figura do rapaz sentado ao seu lado olhando na direção da janela fechada.

_Acho que hoje dormi demais…_ Kyoichi comentou erguendo-se e Yasuhiko assim percebeu que ele tinha acordado.
_Ainda é cedo… eu é que não conseguia dormir._ Admitiu apertando os lençóis.
_Yasu… eu vou voltar eu prometi isso._ Beijou-lhe a bochecha e seus dedos deslizaram pelo longo cabelo negro do rapaz.
_Eu sei… só que…_ Suspirou tristonho, eram cinco dias que teria de esperar.
_Quando tiver oportunidade peço transferência no trabalho para esta  zona, quem sabe compro uma casinha aqui.
_Mas tu tens a tua vida toda lá! Eu não quero que mudes por  minha causa!_ Yasuhiko estava á beira de chorar e Kyoichi abraçou-o.
_Com o tempo tudo se resolve._ Beijou-lhe os lábios docilmente e aspirou a fragância de lavanda dos cabelos tão macios de Yasuhiko e de novo tornou a beija-lo, mais intensamente, com mais fulgor e desejo, nunca  tinham chegado ao sexo e Yasuhiko perguntavam quando esse momento chegaria, mas naquele domingo novamente ficaram pelas longas caricias.
Passaram o dia a passear pelas ruas da cidade de Kyoto, uma cidade que Yasuhiko  conhecia tão bem e parecia se sentir perdido dentro dela, sentia os dedos de Kyoichi entrelaçarem-se aos seus e sorriu para ele.
_Yasuhiko… posso pedir-te uma coisa?
_Claro…_ Yasuhiko esforçava-se ao máximo por não demonstrar sua tristeza.
_Tocas shamisen para mim?_ Yasuhiko logo aceitou e foram para casa do rapaz onde estava guardado o instrumento, por sorte Narumi não estava em casa para os importunar, sentaram-se os dois no chão do quarto de Yasuhiko e começou a dedilhar o shamisen com sua delicadeza habitual, sua musica era suave e melancólica e Kyoichi podia fechar os olhos enquanto o escutava, lembrava-se do dia em que chegara a Kyoto e encontrara o rapaz a tocar enquanto uma multidão o escutava, ainda que na altura não o tivesse compreendido aquele menino já o tinha cativado.
Passaram o resto da tarde no quarto de Yasuhiko e no final de um lanchinho, o momento que tentaram evitar falar durante o dia todo tinha chegado.
_Tenho que ir…_ Kyoichi admitiu levantando-se.
_Posso ir contigo até á estação?_ Yasuhiko perguntou guardando seu shamisen dentro de saca de tecido.
_eu adorava estar um pouco mais contigo._ Beijou-lhe a nuca e os dois foram até á estação o comboio em que Kyoichi iria embarcar demorou uns vinte minutos a chegar e vendo a hora se aproximar Yasuhiko sentia seu coração acelerar, acabou puxando Kyoichi pelo pulso, largando suas malas de viagem e correram até a uma esquina onde ninguém os veria, Yasuhiko esticou-se até ficar em bicos de pé e beijou Kyoichi, tão longamente que ficou sem folego, era o beijo da despedida, era isso que Yasuhiko queria dizer nos seus significados mais profundos.
         As malas ainda estavam no mesmo sitio e o comboio chegou, antes de entrar Kyoichi abraçou-o e acariciou-lhe os cabelos pedindo para levar aquele doce aroma consigo e enfim embarcou.
Yasuhiko ficou a acenar-lhe do lado de fora até deixar de ver o comboio e foi então que se permitiu chorar, sabia que tornaria a ver Kyoichi no próximo fim de semana, mas ali tão sozinho sentia que faltava uma parte de si, uma parte que só recuperaria  quando o tornasse a ver.
        Voltou para casa, passou por sua tia sem se pronunciar e trancou-se no quarto, encarou durante um tempo o shamisen guardado dentro da bolsa em tecido pousado sobre a cama, foi então que ousou tira-lo da bolsa e pôs-se a tocar.
          Sua tia bateu varias vezes na porta avisando-o para parar de tocar mas não se importou, só quando seus dedos já doíam é que se deitou sobre a cama e encarando o teto sorriu lembrando-se da magia dos últimos dias.

2 comentários:

  1. Ai que tristinho :-\
    Pelo menos eles vão se ver nos finais de semana, mas ainda sentirão muita falta durante os outros dias... Espero que dê certo.

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    Respostas
    1. Vai ser complicado por so se verem dois dias em cada semana mas vai chegar num ponto que continuar assim nao vai dar...

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