Hoshi wa shitte iru 8 por Rima-san & Mel Kiryu


Capitulo 8
Um compromisso selado ao som da chuva

          Eu corri debaixo daquela chuva crente de uma coisa, eu iria achar Lang, eu precisava de o encontrar, a chuva era intensa e por isso quase ninguém andava na rua, a visão era reduzida também  e por isso perto de chegar á esquina onde encontrara Lang das outras duas vezes, fiquei surpreso por alguém me puxar pelo ombro e erguer o guarda chuva me protegendo de ficar molhado.

_Lang…. Eu precisava mesmo de te ver!_ Eu não tinha noção duque estava a fazer, segurei-lhe pelas roupas como se ele fosse fugir e eu estivesse a impedir e ele devia ter percebido que algo não estava bem porque me perguntou o que se passava comigo, eu o fitei eu tinha tanto para lhe perguntar mas ao invés disso tudo eu me aproximei mais dele, meu coração parecia ir fugir pela boca e quase que o beijo aconteceu, eu era um fraco que não tinha coragem de ir adiante por isso apenas  perguntei se Vogel não tinha vindo, mas isso de facto não era importante.
         Insistiu para saber se estava tudo bem, Ryouji tinha comentado algo de eu estar passando uma fase ruim… eu não me podia queixar já estava habituado, o que de facto me encantou foi ele dizer que lera uma frase num livro que fazia lembrar de nós
               “Perdido.. é um lugar adorável para encontrar a si mesmo”
_Perdido… eu não sei se me encontrei, mas te encontrei.._ Essa era a verdade, eu estava perdido em todos os sentidos, Lang era a única coisa que sabia que era verdadeira, não esperei que eu me tocasse o rosto, depois o que eu ansiava…um beijo… eu deixei que seus lábios acariciarem os meus, eu queria o sabor daquele beijo, saber o seu significado, ele realmente soubera a pouco…
          Lang sugeriu que fossemos para algum abrigo e me sentia um cachorrinho que concordaria com tudo o que ele dissesse e assim nós caminhemos debaixo do mesmo guarda chuva até um fontanário ali perto, eu me sentia feliz e ao mesmo tempo agitado, aquele beijo, ele não me saia da cabeça, mas ainda tinha tanta coisa que eu não entendia.
_Ryouji me disse que convidou-te para ires a minha casa, porque não foste?_ Eu me encostei ao muro de pedra, o som da chuva batendo contra as chapas do telhado do fontanário abafavam nossas vozes.
_Ah… Ryouji comentou  contigo…_ Lang retrucou deixando o guarda-chuva fechado num canto do fontanário._ Ele deve ter dito que eu estava com meu irmão.
_ Ele realmente comentou que estavas com outro rapaz, mas não disse que era teu irmão._ Comecei a sentir uma pitada de ciumes, Ryouji pudera conversar com Lang pela manhã, como do irmão dele que estivera com ele pela certa toda a manhã e eu enfiando num dojo praticando.
_Isso resume tudo… sabe o que aconteceria se eu fosse até sua casa como Ryouji sugeriu? Meu irmão iria monopolizar a conversa com você e era bem capaz de me humilhar na sua frente… você não merecia passar por isso e acho que nem eu.
_Seu irmão e meu irmão são parecidos._ Eu deixei escapar um riso curto, eu entendia-o bem._ Eu não quero que passe por situações complicadas por minha causa._ Eu me desencostei do muro e fitei-o, aquelas lábios, aqueles cabelos, o olhar, todo ele me provocava um desejo dentro de mim.
_Ah! Mas, meu irmão vai adorar te conhecer… Ele é completamente maluco por Kendo, já eu certamente não despertaria qualquer interesse no seu irmão.
_E só por praticar Kendo uma pessoa se torna interessante? Tu também és uma pessoa interessante... tu me cativas-te._ Eu admiti sentindo os meus pés completamente molhados.
_Pode ser._ Ele sorriu, aquele sorriso era para mim, suas mão estavam escondidas dentro das mangas do casaco, Lang devia estar a sentir frio._ Mas, acabou de dizer que seu irmão e meu são parecidos, hei aí a razão para não ter qualquer interesse em mim.
_Não te menosprezes por favor._ Eu pedi chegando perto dele, tinha ganas de lhe tocar, cheguei a estender a mão mas recuei no meu gesto.
_O facto de não ter ido a sua casa…Não era o que estava te consumindo, era?
_ Isso lá importa..._ Eu encarei o chão porque sabia que meu rosto desmentiria o que eu dissesse._ Eu só queria estar contigo._ Meu rosto ardia, o efeito do saquê parecia não desaparecer e trinquei o lábio envergonhado comigo mesmo.
_Poxa, importa sim._ Ele se encostou ao meu lado, nossos ombros se esbarram vez ou outra, eu não conseguia encara-lo._ Você ainda não confia totalmente em mim…Eu entendo._ Ele não estava entendo e eu não sabia como lhe provar o contrario
_ Não é isso! _ Eu segurei em seus ombros, eu queria que ele acreditasse em mim._ É complicado..._suspirei, como lhe contar que meus pais queriam que eu casasse entre uma série de coisas?_ Mas eu realmente confio em ti...
_E eu realmente gosto quando toca desse jeito em mim…_ Ele riu manso, nossos olhares se encontraram.
_Ah... é... foi meio sem querer._ Eu disse sem jeito._ Mas eu também gosto quando me toca..._ Que idiotice eu tinha acabado de dizer!_ Não liga! Eu já não estou dizendo coisa com coisa!
_Você acha estranho o facto de estarmos um atraído pelo outro?_ Lang me questionou um pouco mais sério.
_ Um pouco..._ Eu admiti sabendo que minha resposta era miserável._ Eu nunca me senti assim por ninguém... e ele tinha me apanhado desprevenido.
_Então…. Você acha melhor terminar com esses encontros? Porque…. Não dá para ficar contigo sem tornar a situação estranha._ Ele parecia desanimado com o que dissera, mas simplesmente cruzou os braços, tudo era estranho.
_Não! Eu não quero isso! Por mais que tudo se torne estranho,  eu não te quero deixar!_ Eu estava á beira de chorar,  de novo eu segurava Lang com firmeza , meu corpo tremia e não era de frio.
Lang sorriu para mim, um sorriso suave,  no seu olhar havia algum desejo que eu iria desvendar.
_Katsuo…. Você teve sua chance de dizer não para mim_ A mão fria de Lang saiu do esconderijo da sua manga e seus dedos tocaram meus lábios_ Também não vou deixar você sair da minha vida… Se estiver de acordo, podemos selar isso com um beijo…. Um longo beijo.
          Eu fitei seus olhos, tudo era estranho, mas mais estranho seria perder o que eu estava conquistando sozinho, por uma vez na vida eu tinha que seguir aquilo que eu próprio desejava, eu não podia ficar com arrependimentos, meus dedos entranharam em seu cabelo úmido e mesmo que um pouco receoso, eu tinha que o admitir, eu beijei-o, um beijo longo que selava o compromisso de nos tornar-nos parte da vida um do outro.

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